Gianpaolo Smanio é reeleito procurador-geral de Justiça de SP; Márcio França tem 15 dias para decidir

Fernanda Yoneya e Luiz Vassallo

São Paulo

  • Eliana Rodrigues/Divulgação

    O atual governador de SP, Márcio França, vai decidir sobre a indicação do procurador-geral

    O atual governador de SP, Márcio França, vai decidir sobre a indicação do procurador-geral

O procurador Gianpaolo Poggio Smanio foi reeleito com votação maciça para o cargo de procurador-geral de Justiça de São Paulo, neste sábado (7), com 1.178 votos na eleição interna do Ministério Público. Em segundo lugar ficou a procuradora Valderez Deusdedit Abbud, com 663 votos. Em terceiro, o procurador Márcio Sérgio Christino (358) --Valderez e Christino juntos não alcançaram a marca de Smanio.

A lista tríplice do Ministério Público será levada ao Palácio dos Bandeirantes ainda neste sábado. O governador Márcio França (PSB), que assumiu a cadeira de Geraldo Alckmin --o tucano se desincompatibilizou na sexta-feira (6) para concorrer à Presidência da República-- vai fazer a indicação.

Cabe ao chefe do Executivo escolher o procurador-geral. Ele pode indicar qualquer um da lista, independente da colocação no pleito.

Smanio busca a recondução. Ele ocupou o topo do Ministério Público nos últimos dois anos. Em 2016, eleito pela primeira vez, foi o escolhido de Alckmin. Na ocasião, Smanio teve 932 votos e superou seus oponentes, os procuradores Eloísa Arruda e Pedro Juliotti.

O Ministério Público detém poderes extraordinários de investigação, inclusive criminal contra deputados e secretários de Estados e contra o próprio chefe do Executivo em âmbito de improbidade.

Smanio afastou-se do cargo no dia 2 de março para concorrer à reeleição --a Lei Orgânica permite uma recondução seguida ou mais vezes, desde que de forma alternada. Interinamente o posto mais alto da instituição está sob a tutela do procurador Walter Paulo Sabella, decano do Ministério Público paulista.

No Ministério Público paulista apenas os procuradores, que são 300, podem concorrer ao cargo máximo. Os promotores, cerca de 1.800, podem votar, mas não podem disputar a Procuradoria-Geral. A eleição teve início às 9h e terminou às 17h. Os promotores e os procuradores podem votar nos três nomes que disputam o cargo.

Urnas eletrônicas, cedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral, foram instaladas no prédio central da Procuradoria, localizado à rua Riachuelo, 115, e nas sedes regionais do Ministério Público no interior do Estado. Os promotores e procuradores também puderam votar à distância, pelo computador de casa.

O governador tem 15 dias para escolher. Se não indicar nenhum nome, o mais votado da lista é nomeado automaticamente procurador-geral. Por tradição, o primeiro lugar na lista é o indicado pelo Bandeirantes. Em duas ocasiões, porém, isso não ocorreu.

Em 1996, o então governador Mário Covas (PSDB) escolheu o segundo da lista, Marrey Filho, derrotado por uma diferença de 219 votos pelo rival, José Emanuel Burle Filho.

Em 2012, Alckmin também escolheu o segundo colocado, Márcio Fernando Elias Rosa, que perdeu para Felipe Locke Cavalcanti. Em 2014, Elias Rosa reelegeu-se, desta vez em primeiro lugar.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

UOL Newsletter

Para começar e terminar o dia bem informado.

Quero Receber

UOL Cursos Online

Todos os cursos