Suíça coopera para identificar transações

Jamil Chade, correspondente

Genebra

A pedido do Brasil, a Suíça está reunindo detalhes sobre as contas do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, preso ontem (6) em São Paulo. Os investigadores suíços receberam em novembro uma solicitação oficial de cooperação da parte do Ministério Público brasileiro e, agora, devem encaminhar ao País os detalhes de todas as movimentações realizadas pelo ex-diretor da Dersa.

O Ministério Público da Suíça não comenta a prisão do suspeito. Mas confirmou que foram eles quem primeiro repassaram, de forma espontânea, a informação da existência das contas secretas ao Brasil.

Em 2017, as autoridades suíças encontraram R$ 113 milhões (35 milhões de francos suíços) em quatro contas no país europeu em nome do ex-diretor da Dersa. As contas já foram fechadas e o dinheiro transferido para o Caribe.

Agora, a nova fase da cooperação visa identificar de onde veio esse dinheiro e para onde ele foi eventualmente enviado a partir das contas da pessoa considerada como operador do PSDB, entre 2007 e 2018.

A meta é a de identificar eventuais nomes de pessoas que teriam sido beneficiadas. A suspeita é de que a conta servia apenas como um veículo para que, dali, os recursos fossem distribuídos a outros suspeitos.

"Um pedido de assistência mútua legal está atualmente sendo conduzido", declarou o MP da Suíça.

O centro da operação é o Banco Bordier & Cia, que guarda todos os extratos desde o dia de sua abertura, em 2007, até seu encerramento.

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