Estamos em um momento fundamental para a economia brasileira, diz Meirelles

Caio Rinaldi e André Ítalo Rocha

São Paulo

O ex-ministro da Fazenda e potencial candidato pelo MDB ao Palácio do Planalto, Henrique Meirelles, enfatizou seu histórico como servidor público durante o primeiro evento público com presidenciáveis. "Estamos em um momento fundamental para a economia brasileira. Ao longo da minha carreira, sempre tive muito foco no resultado", afirmou Meirelles. A fala foi feita no Fórum da Liberdade.

O trabalho à frente do Ministério da Fazenda durante a gestão do governo de Michel Temer foi ressaltado. "Saio do governo com consciência tranquila. Fizemos uma série de reformas, o País voltou a crescer, nos últimos meses a geração de emprego está ocorrendo de forma cada vez mais acelerada. É o início de um processo", declarou. Meirelles ainda lembrou que a inflação teve forte queda, chegando "ao nível mais baixo desde 1998". "Agora estou na fase seguinte ao desafio de tirar o Brasil da maior recessão de sua história", disse.

Sobre a reforma da Previdência, Meirelles declarou que "a maioria é contra a reforma, mas não sabe que o sistema pode quebrar". Ele acredita que um governo eleito terá melhores condições de avançar com a pauta. "Precisamos de gestão com legitimidade", afirmou. O ex-ministro ainda propôs que os eleitores comparem os candidatos e não se deixem levar por discursos inflamados. "O grande problema é a fala que ilude, continuamos a sofrer com isso."

Outro aspecto explorado pelo ex-ministro para destacar sua candidatura foi a polarização de propostas de outras chapas. "A nação espera que se traga luz, racionalidade e direção nesses debates. Agora temos, de um lado, uma proposta voltada ao intervencionismo num extremo, com o Estado como condutor da economia e da vida das pessoas. Do outro lado, temos propostas que aparentam ser o contrário, com menos presença do Estado, mas que também têm um histórico de intervencionismo", pontuou Meirelles.

Para explicar seu projeto de governo, o presidenciável destacou três eixos a serem implementados. "Nosso projeto prevê uma estrutura macroeconômica que dê bases para um crescimento sustentado de emprego e renda; depois, a provisão de serviços públicos que atendam a necessidade do cidadão - saúde, educação e segurança", disse, arrancando aplausos da plateia.

Por último, o ex-ministro explicou que o Estado precisa atuar como um catalisador da iniciativa privada. "O Brasil precisa criar condições para produzir mais e melhor. Propomos a criação de vetores que acelerem o crescimento, como, por exemplo, desburocratização", disse, citando a dificuldade que empreendedores têm em criar uma empresa no Brasil. "Em média, são 101 dias", apontou.

Meirelles participa de um debate em Porto Alegre com outros cinco pré-candidatos: Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede), Flávio Rocha (PRB) e João Amoedo (Novo). Jair Bolsonaro, pré-candidato pelo PSL, também foi convidado, mas recusou. O debate ocorre em um evento chamado Fórum da Liberdade e é promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais, organização de cunho liberal.

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