Wellington Dias: visita a Lula é de reconhecimento pelo que ele fez no Nordeste

Rafael Moraes Moura, Amanda Pupo e Igor Gadelha)

Brasília

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), disse nesta segunda-feira, 9, ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que a visita de governadores da região Nordeste ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de "apoio e reconhecimento" por tudo que o petista fez na região. Dias demonstrou otimismo com a intenção do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), de levar ao plenário da Corte nesta quarta-feira, 11, a análise de um pedido de medida cautelar para barrar a prisão após condenação em segunda instância - uma discussão ampla que poderia eventualmente beneficiar Lula.

De acordo com Dias, a visita dos governadores ao ex-presidente deve ocorrer nesta terça-feira, 10, e reunir ainda os governadores de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); do Acre, Tião Viana (PT); e do Amapá, Waldez Góes (PDT). "A ideia é de fazer uma visita por tudo que ele representou como líder e presidente da República para os nossos Estados", afirmou Dias, depois de sair do gabinete do ministro Edson Fachin, com quem tratou de processos de interesse do Estado.

A ideia de uma visita de uma "comitiva de governadores" partiu do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), segundo Dias. "Os governadores do Nordeste estarão, em nome do povo nordestino, manifestando não apenas a nossa solidariedade, mas a nossa gratidão e nossa confiança de que será cumprida a lei e o presidente será libertado", disse o governador do Piauí.

Procurada pela reportagem, a assessoria do governador Paulo Câmara (PSB), de Pernambuco, informou que "ainda não há definição" sobre a participação na comitiva. Apesar de o PSB ter o PT como adversário no cenário regional, Câmara está tentando trazer o partido de Lula para a sua órbita.

Constituição

Em conversa com a reportagem, Dias disse que o devido processo legal não foi respeitado no caso do triplex do Guarujá. "Isso mexe muito com a gente. Não há prova e, portanto, não há crime. Quem conhece a Constituição sabe que há uma ação condenatória que ainda não transitou em julgado na segunda instância e em outros instâncias", avaliou.

Mesmo assim, o governador do Piauí demonstrou otimismo com a possibilidade de o STF analisar nesta quarta-feira o pedido de medida cautelar do Partido Ecológico Nacional (PEN), que quer barrar a prisão após condenação em segunda instância. A discussão sobre o caso pode beneficiar Lula, mas no mesmo dia, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, marcou a discussão dos habeas corpus do ex-ministro Antonio Palocci e do deputado federal afastado Paulo Maluf (PP-SP), que deverão ter prioridade na sessão.

"Continuo confiante que nessa quarta-feira a gente tenha aqui no STF o procedimento adequado", comentou Dias. "É provável que seja uma maioria (contra prisão após condenação em segunda instância), em um processo que diz respeito a todos os brasileiros", completou o governador do Piauí.

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