'Não é hora de construir plano B; meu plano é L, de Lula', diz Jaques Wagner

Igor Moraes

Brasíia

O ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) afirmou que o atual momento não é o ideal para discutir nomes que possam substituir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, nas próximas eleições. Em visita ao acampanhamento montado na frente da sede da Polícia Federal em Curitiba, Wagner rejeitou discussões sobre um eventual "plano B" e afirmou que seu plano é "L", de Lula.

"Desde o primeiro momento, eu sempre conversei com o Lula e com os companheiros da direção nacional do partido, que qualquer discussão no âmbito do PT significa concordar com a interdição da candidatura do Lula. Então, eu entendo que não é hora de ficar construindo plano A, B, C ou D. Eu gosto de dizer que sou plano L, de Lula. Ou plano U, de único candidato para mim", disse o ex-governador, que já foi apontado com um dos nomes para disputar as eleições pelo PT.

Ao analisar o quadro eleitoral sem Lula, Wagner avaliou que a transmissão de votos para outro candidato à Presidência deve ser vista com ressalvas.

"Algumas pesquisas dizem que qualquer candidato que ele disser 'esse é o meu candidato', consegue ficar com 25% ou 30% dos votos. A transmissão de votos não é algo tão simples assim, porque depende muito de quem for o indicado. Eu já vi muitas vezes o Lula apoiar gente e não ser eleito para governador, prefeito. Então, não é tão automático", disse.

Apesar de reconhecer a legitimidade de outras candidaturas, o ex-governador defendeu a união dos nomes do campo de esquerda em uma mesma frente para eleição.

"Em todas as conversas que eu tive com a direção do partido eu gosto de dizer e continuo dizendo que não é hora de discutir nomes, é hora de discutir plataforma que unifique o campo progressista. É isso que vai dar força para a gente empurrar. O nome é consequência da força desta plataforma", defendeu.

Wagner criticou ainda o televisionamento das sessões do Supremo Tribunal Federal. Para ele, as transmissões acabam se traduzindo em pressão contra os membros da Corte.

"Eu não acho bom para a democracia brasileira o bate-boca de membros do Supremo Tribunal Federal. Isso acaba rebaixando uma liturgia que a gente tem que garantir para o Supremo. Ele é a última trincheira da democracia brasileira", disse.

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