Defesa diz que empresário Milton Lyra, suposto lobista do MDB, se entregou no Rio

Roberta Pennafort e Luiz Vassallo

Rio e São Paulo

A defesa do empresário Milton Lyra, apontado pela Polícia Federal como lobista do MDB em um bilionário esquema de fraudes com recursos de fundos de pensão, informou que ele se apresentou "voluntariamente" à Polícia Federal no Rio.

Lyra teve a prisão temporária decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal no Rio, no âmbito da Operação Rizoma, que investiga fraudes no Postalis e no Serpros.

O lobista seria o elo do senador Renan Calheiros (MDB/AL) com o Postalis. Renan nega ligação com o esquema de fraudes nos fundos de pensão.

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Nesta quinta-feira, 12, a PF foi à residência de Lyra, em Brasília, mas ele não estava.

No final da tarde, os advogados que defendem o lobista divulgaram nota comunicando sua apresentação "voluntária" à Polícia Federal no Rio, base da Operação Rizoma "a fim de cumprir a ordem expedida pela Justiça".

A operação foi deflagrada por ordem do juiz Marcelo Bretas. O magistrado decretou a prisão de 10 investigados e buscas em 21 endereços.

"Atualmente, muitas pessoas buscam investir em um fundo complementar de aposentadoria a fim de garantir uma velhice digna, com uma aposentadoria satisfatória. Contudo, os desvios de numerário dos fundos de pensão geram um déficit nas contas do fundo, o que obriga aos trabalhadores a realizarem contribuições extraordinárias para cobrir o rombo", pontua Bretas.

Entre os alvos da missão está o ex-secretário nacional de Comunicação do PT e ex-braço direito de José Dirceu na chefia da Casa Civil do governo Lula.

Milton Lyra também é apontado como personagem importante na estrutura da suposta organização que desviava recursos dos fundos de pensão.

A defesa de Lyra esclareceu que o empresário "jamais participou de transações envolvendo o fundo Postalis".

"Quando passou a integrar o conselho de administração da empresa ATG, o fundo já havia decidido aportar recursos e transferido grande parte do investimento", sustentam os criminalistas Pierpaolo Bottini e Alexandre Jobim, defensores do Milton Lyra.

"Milton Lyra confia que, ao analisar com serenidade as provas e relatos, o Judiciário concluirá que a sua atuação empresarial em nada se relaciona às práticas investigadas", afirmam os advogados.

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