Violência no Rio

Boulos diz que há escalada de violência na política

Renata Batista

No Rio

  • Divulgação/PSOL

    Marielle Franco, vereadora do PSOL assassinada no Rio de Janeiro

    Marielle Franco, vereadora do PSOL assassinada no Rio de Janeiro

Ainda sem resposta para a pergunta "Quem mandou matar Marielle?", manifestantes compareceram na manhã deste sábado (14) ao Largo do Machado, na zona sul do Rio de Janeiro, para lembrar um mês do assassinato da vereadora do PSOL, morta a tiros em 14 de março, na região central da cidade.

Guilherme Boulos, pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, chegou ao local às 7h. Ele alertou para o risco de escalada da violência nas próximas eleições.

"Quem prega a violência no lugar do debate tem conseguido impor sua pauta", disse, ressaltando que a maior homenagem à vereadora morta é o enfrentamento. "A criminalização das lutas sociais no Brasil vem de muito tempo e o que se fazia à noite, nos becos, está acontecendo à luz do dia. Há uma escalada preocupante de violência política", completou.

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) disse que o assassinato é um dos crimes mais complexos do Rio de Janeiro. Afirmou, porém, acreditar no trabalho da polícia.

"Vamos cobrar que o Estado não pare. Temos respeito pelo trabalho da Delegacia de Homicídios (DH). Somos contra a federalização (das investigações). Precisamos apoiar, mas precisamos acreditar que estão investigando."

"No momento em que os políticos enfrentam uma grande rejeição, uma execução como essa bagunça a cabeça de todo mundo", disse o vereador Tarcísio Motta, do mesmo partido.

Ele ressaltou que o assassinato deu visibilidade às causas da vereadora, que atuava no campo dos direitos humanos e foi a quinta mais votada nas últimas eleições. "É muito triste que as pessoas tenham conhecido Marielle em um momento como esse", disse.

De acordo com Freixo, o "Amanhecer por Marielle" é a forma de responder à violência política mostrando que a luta da vereadora cresceu com a execução. "Nossa resposta é a do afeto. Queremos justiça e não vingança", completou.

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