Topo

Turista atacado por tubarão no Recife tem perna amputada e corre risco de morte

Marcelo Montanini, especial para a AE

Recife

16/04/2018 11h49

O turista potiguar Pablo Diego Inácio de Melo, de 34 anos, atacado neste domingo, 15, por um tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife, teve a perna direita amputada e segue no Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife, em estado grave, com risco de morte.

Após a cirurgia, Melo foi encaminhado a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HR, onde está entubado, respirando com a ajuda de aparelhos e usando drogas vasoativas para ajudar a manter a pressão arterial. "(O paciente está) no momento mais estável, mas ainda muito grave e corre risco de morte", disse o diretor-geral do HR, Miguel Arcanjo.

Segundo o Hospital da Restauração, além da amputação, o paciente precisou ser submetido à revascularização nos dois braços e inúmeros procedimentos para tratar os graves ferimentos dos membros superiores. A revascularização é o procedimento para restabelecer a circulação sanguínea por meio da união de veias e artérias.

O ataque ocorreu neste domingo, por volta das 15h. Melo teve choque hipovolêmico (choque hemorrágico) e perdeu muito sangue. Ainda na areia, ele teve hemorragias contidas, sinais vitais estabilizados e foi encaminhado ao HR, por meio do serviço aéreo do Samu. Arcanjo explicou que o paciente "chegou ao hospital em estado extremamente grave" e "chegou a ter uma parada cardíaca, mas foi reanimado".

Natural do Rio Grande do Norte, Melo estava em Pernambuco desde janeiro, em busca de trabalho. Por enquanto, não há informações sobre a espécie de tubarão que atacou o banhista.

Histórico

Este ataque aconteceu em um dos pontos mais comuns desse tipo de ocorrência na região - próximo à Igrejinha de Piedade - e onde foi registrado o primeiro ataque de tubarão em praias urbanas, ainda em 1992. Desde então, foram 64 casos de ataques de tubarão no litoral de Pernambuco, sendo que em 24 deles as vítimas não sobreviveram aos ferimentos e morreram. O último caso havia ocorrido em 2013.