'Barbosa é competitivo, mas não sinto temor nenhum', diz Ciro em SP

Daniel Weterman e Marcelo Osakabe

São Paulo

Pré-candidato à Presidência da República pelo PDT, o ex-ministro Ciro Gomes afirmou nesta sexta-feira, 27, que Joaquim Barbosa, filiado ao PSB, é competitivo na eleição, mas que não tem medo de o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) atrair votos da esquerda.

"Ele é um candidato competitivo, não sinto temor nenhum. Lá no Ceará se aprende desde cedo que quanto mais cabra mais cabrito", disse Ciro Gomes, antes de participar de um seminário da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo.

O pedetista disse que tinha conversas formais para uma aliança com o PSB antes de o partido manifestar interesse pela pré-candidatura de Barbosa. Para Ciro, no entanto, já era difícil uma aliança pelo interesse de alguns membros da legenda em apoiar o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

O presidenciável do PDT reforçou que ainda é possível conversar com o PSB, mas evitou dizer se o magistrado seria um bom vice.

Para Ciro, o desempenho de Barbosa nas pesquisas se deve a uma procura da população por uma "coisa nova e diferente", demanda ocupada anteriormente por Luciano Huck e João Doria, afirmou.

Ele não quis citar nenhum outro partido quando perguntado sobre quais legendas ainda estão em seu radar para uma aliança no primeiro turno. "Deus é quem sabe. Todo o processo é uma grande incógnita."

Haddad

Respondendo sobre suas conversas com o ex-prefeito Fernando Haddad (PT), apontado como um plano B petista na ausência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito, Ciro negou mais uma vez que os dois estejam negociando uma chapa.

"As nossas conversas não são toscas assim como alguém imagina, a gente está conversando sobre o Brasil mesmo", declarou. Ciro disse ainda ser "improvável" que Lula reverta sua decisão judicial e consiga ser candidato ao Planalto.

Vice

Após ter dito ao jornal O Estado de S.Paulo que convidou Josué Gomes, presidente da Coteminas e filho de José Alencar, para ser vice em sua chapa, Ciro disse que as conversas começaram quando o empresário ainda era filiado ao MDB. "Fiz sondagem a ele e ele tem o tempo dele para decidir", declarou o pré-candidato. Hoje, Alencar está no PR, controlado pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto.

Ciro Gomes afirmou que, se eleito, vai destruir o MDB pelo "caminho democrático". "Uma coisa é certa no meu governo: o MDB me fará oposição e eu vou partir para destruí-lo pelo caminho das ferramentas democráticas, especialmente tirando o oxigênio da roubalheira que é o que explica o tamanho do MDB", declarou.

Uma das exceções no partido, disse, é o senador Roberto Requião (MDB-PR), a quem classificou como "digno e honrado".

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