'Não tinha a mínima ideia do que era', conta estudante

Tulio Kruse, especial para a AE

São Paulo

No fim, o Colégio Decisão, que ficou entre os 20 primeiros colocados durante boa parte do programa, acabou em 23º no ranking mundial. Diferentemente de outros colégios finalistas, que estão em disputa mundial de investimentos e educação financeira, o Decisão tem um modelo de negócios com base na oferta de educação acessível a regiões periféricas da capital. A mensalidade é mais barata que a média praticada no mercado: os preços variam de R$ 600 a R$ 800, seguindo a renda média da população no entorno.

Para se preparar para a competição, os alunos receberam lições de casa para o período das férias. Eram vídeos e textos sobre o mercado financeiro que deveriam estudar para se inteirar do assunto. Cada um dos cinco integrantes ficou responsável por um setor da economia, e as decisões sobre compra e venda de ações eram definidas em reuniões semanais, durante cerca de três meses.

"Não tinha a mínima ideia do que era bolsa de valores e investimentos, não sabia muito bem no que estava me metendo", diz Jucélio, do 1º ano do ensino médio.

A evolução dos alunos foi rápida, segundo os professores. "Eles chegaram no fim de dezembro sem saber nada e ao longo de fevereiro e março já estavam trazendo notícias de política e de macroeconomia e fazendo links de como que essas notícias poderiam influenciar as empresas em que investiam", diz Rafael Camacho, sócio da Rede Decisão, mentor dos alunos. "Mais do que a evolução do conhecimento técnico, eles cresceram muito no trabalho em grupo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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