'Vou anunciar o aumento hoje à tarde', diz Temer sobre Bolsa Família

Carla Araújo

Brasília

O presidente Michel Temer disse hoje que vai anunciar ainda na tarde desta sexta-feira o valor do reajuste do Bolsa Família. Segundo Temer, os valores ainda estão sendo fechados. "Vou anunciar o aumento hoje à tarde", disse. "Estou fechando os valores agora", completou.

Durante a semana, a equipe econômica e a equipe do Desenvolvimento Social tentaram fechar os valores, mas não houve consenso. Enquanto a ala econômica quer no máximo liberar uma reposição da inflação, a ala política pretende usar a bandeira do reajuste como um feito positivo do governo e buscava algo próximo dos 5% de aumento, o que o Ministério do Planejamento tem resistido. Um reajuste para repor a inflação de 2017, de 2,95%, teria custo de R$ 1 bilhão.

Temer deu as declarações após almoço no Itamaraty oferecido ao presidente chileno Sebastian Piñera. Durante o almoço, o presidente teve conversas ao pé de ouvido com o novo ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, que estava negociando diretamente com o Planejamento o reajuste que poderá ser oferecido. A ideia inicial do governo era que o presidente anunciasse o reajuste do benefício no dia 1º de maio, possivelmente em cadeia nacional de rádio e TV. Questionado se ainda faria o anúncio na TV, o presidente apenas acenou como uma possibilidade. "Vamos ver. Vou fechar agora à tarde, nem sei ainda qual é o valor", disse.

O último reajuste do Bolsa Família foi de 12,5%, concedido em 2016, logo após a posse do presidente Michel Temer. O programa beneficia atualmente 13,8 milhões de famílias, com renda por pessoa entre R$ 85,01 e R$ 170,00 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos.

Diante da insistência de repórteres, o presidente disse que não tinha o que falar mais hoje já que pela manhã fez um pronunciamento para rebater acusações contra ele e sua família. "Já desopilei". Hoje cedo, Temer convocou um pronunciamento para rebater acusações. "Venho aqui, mais uma vez, naturalmente para protestar contra mentiras que são lançadas contra a minha honra", disse o presidente, ressaltando que não vai se deixar abater por "ilações". "Se pensam ainda ilusoriamente que vão derrubar, não irão conseguir."

Eleição

Ao ser questionado sobre uma possibilidade de aliança com Geraldo Alckmin (PSDB) e se isso já sinalizava uma desistência de sua candidatura, o presidente acenou negativamente com a mão e disse apenas: "Isso é para o futuro. É para julho", respondeu.

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