Após tiros na madrugada, Curitiba reitera Lula fora da PF

Luiz Vassallo, Alessandra Monnerat e Renata Okumura

São Paulo

A Procuradoria-Geral do Município de Curitiba reiterou pedido para transferir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para outro local. O petista cumpre pena de 12 anos e um mês na sede da Polícia Federal, em uma sala especial. A Prefeitura já havia ingressado com petição semelhante no dia 18, alegando 'transtorno aos moradores'.

Desta vez, a procuradora-geral, Vanessa Volpi Bellegard Palacios, ressaltou que 'na madrugada de hoje duas pessoas do acampamento do movimento Lula Livre foram baleadas'.

"As pessoas feridas estão sendo atendidas no Hospital do Trabalhador e as autoridades policiais investigam os autores dos disparos", afirmou.

Segundo a procuradora, 'tal fato motivou manifestação com barreira de fogo ateado em pneus na Rua Marechal Mascarenhas de Moraes, interrompendo, por várias horas, importante acesso metropolitano e corredor de transporte alimentador do Terminal do Santa Cândida'.

Para Volpi, a ocorrência 'comprova o acirramento da situação no local, causando risco a integridade dos cidadãos e demonstra, mais uma vez, que a sede da Polícia Federal não se revela local adequado para a prisão do ex- Presidente Luiz Inácio da Silva, razão pela qual reitera-se o pedido de transferência do mesmo'.

Disparos - Um ataque a tiros contra o acampamento Marisa Letícia, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, deixou dois feridos na madrugada deste sábado, 28.

A Secretaria da Saúde do Paraná informou que Jeferson Lima de Menezes, de 38 anos, foi baleado no pescoço.

Inicialmente, ele foi atendido pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Boa Vista na madrugada deste sábado. Em seguida, ele foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador. A vítima foi entubada e se encontra em estado grave, segundo a pasta.

A Secretaria da Segurança Pública do Paraná confirmou que uma mulher foi ferida no ombro, sem gravidade. Edna Dantas, coordenadora do acampamento, foi atingida por estilhaços de um tiro que atingiu um banheiro químico.

No Twitter, a presidente nacional da legenda, senadora Gleisi Hoffmann (PR), informou que Jeferson é um militante de São Paulo. Segundo o PT, ele fazia a segurança do acampamento no momento em que foi atingido e já não corre o risco de morrer.

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