Planalto: adiamento de ida de Temer à Ásia se deveu a votações do Congresso

Felipe Frazão e Renan Truffi

Brasília

O Palácio do Planalto divulgou nota nesta segunda-feira, 30, na qual informa que o adiamento da viagem do presidente Michel Temer à Ásia "se deu unicamente porque, tendo em vista o calendário eleitoral, a ausência do chefe de governo do País, neste momento, obrigaria os presidentes da Câmara e do Senado a também deixarem o território nacional simultaneamente, prejudicando votações importantes ao País". Na nota, a Secretaria de Comunicação Social destaca que a principal dessas votações é a que remaneja verbas orçamentárias e tem de ser votada até 8 de maio para evitar calote do país por garantias oferecidas a exportações em governos passados. "Isso traria imensos prejuízos a toda a economia brasileira", diz a nota.

Segundo o Planalto, o inquérito conduzido pela Polícia Federal que inclui acusações contra o presidente Temer tem 150 dias e foi pedida uma prorrogação por mais 60 dias, "não sendo causa urgente que justifique mudança de agenda". "Somente pessoas desinformadas sobre tal circunstância espalhariam versão tão inverossímil", ressalta a nota do Planalto.

O presidente faria a viagem para a Ásia entre os dias 5 e 14 de maio. O cancelamento da agenda foi confirmado no domingo. Temer já havia encurtado o roteiro de seus compromissos no Sudeste Asiático na semana passada, mas acabou voltando atrás mais uma vez e optou por cancelar toda a viagem - em janeiro, o presidente também desistiu de compromissos na mesma região por recomendação médica.

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