Marun diz que Temer sabia da possibilidade de vaias em local de desabamento

Felipe Frazão e Julia Lindner

Brasília

  • Valentin de Souza/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), saiu em defesa do presidente Michel Temer, vaiado hoje ao visitar o local do desabamento de um prédio no centro de São Paulo. Em vídeo divulgado em suas redes sociais nesta terça-feira, 1º, Marun disse que Temer sabia da possibilidade de protestos, mas cumpriu seu dever de presidente.

"Expresso minha tristeza em função da tragédia", disse Marun. "Quanto à visita do presidente Temer, ele, mesmo consciente da grande probabilidade de ser hostilizado, em estando em São Paulo, de forma corajosa como é de seu feitio, decidiu visitar o local e, repito, cumprir o seu dever de presidente da República".

Da ala oposicionista a Temer no MDB, o senador Renan Calheiros (AL) também lamentou o desabamento do edifício e disse que, "para piorar, o presidente apareceu do nada e teve que sair correndo entre pedras e vaias para evitar cena de ódio incontrolável". "A tragédia do edifício que desabou em São Paulo é metáfora do governo Temer: uma construção abandonada pegou fogo, desabou e matou pobres", escreveu Calheiros.

Pessoas arremessaram garrafas contra o presidente. Algumas atingiram um dos carros da comitiva de Temer. O presidente ficou cercado por jornalistas e populares que estavam no local e o vaiavam e xingavam repetidamente. Homens chegaram a se aproximar dos veículos e a deferir socos e pontapés nos carros, quando o presidente já estava dentro e tentava deixar a região às pressas.

Temer é hostilizado no local do desabamento de prédio em SP

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