Corpo do matemático Manfredo do Carmo é enterrado no Rio

Roberta Jansen

Rio

Foi enterrado na terça-feira, 1º, no Cemitério São João Batista, na zona sul, o corpo do matemático Manfredo do Carmo, pesquisador emérito do Instituto de Matemática Pura Aplicada (Impa), morto na última segunda-feira, dia 30, aos 89 anos. Nascido em Alagoas, Manfredo é responsável pela criação e consolidação do campo da geometria diferencial como área de pesquisa no Brasil.

Ele foi professor da Universidade de Brasília (UnB) - de onde pediu demissão por causa da repressão no país -, pesquisador nos Estados Unidos com a Bolsa Guggenheim e professor visitante da Universidade da Califórnia, em Berkeley. No Impa, onde entrou oficialmente como pesquisador em 1966, Manfredo construiu uma sólida trajetória, com intensa atividade de ensino e pesquisa. Tornou-se membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e presidiu a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) entre 1971 e 1973.

Diretor do Impa, Marcelo Viana destacou a importância do alagoano para o desenvolvimento da pesquisa matemática no País: "Manfredo é um exemplo para todos nós. Abriu mão de uma carreira muito promissora no exterior para voltar ao Brasil e fundar a escola brasileira de geometria diferencial, uma das mais ativas e exitosas da matemática brasileira. Seus livros inspiraram gerações de estudantes".

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