Moradores de prédio que desabou se recusam a deixar Largo do Paiçandu

Juliana Diógenes

Moradores do prédio que desabou na madrugada desta terça-feira, 1, permanecem acampados perto da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no Largo do Paiçandu, região central de São Paulo. Eles ergueram lonas e amarraram cordas aos postes.

A Defesa Civil e a Prefeitura de São Paulo negociam a retirada de famílias com crianças do local, mas os moradores se recusam a deixar o espaço. Uma pequena tensão teve início no local na tarde desta quarta-feira, 2, e policiais militares afastaram a imprensa.

A Prefeitura quer levar os moradores para o Centro de Inclusão pela Arte, Cultura, Trabalho e Educação (Cisarte), localizado no Viaduto Pedroso, número 111, no Bela Vista, a cerca de três quilômetros do local. Uma Kombi está a postos para fazer o transporte.

Funcionários da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (Smads) conversavam, na tarde desta quarta-feira, com as lideranças do movimento para tentar retirá-los do local, afirmando que todos poderão ser trazidos de volta nesta quinta.

Em meio às barracas de acampamento no Largo do Paiçandu, com crianças e mulheres deitadas em colchões, há bastante lixo espalhado. O clima é de tensão e atrai curiosos desde as primeiras horas da manhã.

No início da tarde, lonas foram erguidas e presas às paredes da igreja. O cenário é de sujeira, com pedaços de comida no chão. Montanhas de sacolas e caixas de papelão com doações estão lotando a escadaria de entrada da igreja, que está de portas fechadas desde o início do dia.

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