Operação da PF revela 'usos e abusos' de contrato bilionário na Petrobras

Ricardo Brandt, Luiz Fernando Teixeira e Fabio Serapião

São Paulo

A representação do Ministério Público Federal que deu origem à Operação Dejà vu, fase 51 da Lava Jato, detalha a atuação dos ex-executivos da Petrobras envolvidos em suposto esquema de propina para favorecer a Odebrecht em um contrato bilionário, em 2010.

Aluísio Teles, que foi gerente geral da Diretoria Internacional, Ulisses Sobral e Rodrigo Pinaud foram orientados por Jorge Zelada a "usar e abusar" do contrato. Zelada, ex-diretor da área Internacional da estatal petrolífera, foi preso em fase anterior da Lava Jato.

A empreiteira recebeu US$ 825 milhões para prestar serviços de reabilitação, construção e montagem, diagnóstico e remediação ambiental, elaboração de estudo, diagnóstico e levantamentos nas áreas de segurança, meio ambiente e saúde (SMS) para a estatal, em nove países, além do Brasil.

As provas para a deflagração da operação foram obtidas por meio de acordos de delação premiada e de leniência firmados com o grupo Odebrecht e seus executivos, além de pedidos de cooperação jurídica internacional mantidos com a Suíça e investigações internas da Petrobras.

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