A virada de mesa do operador do PSDB

Luiz Vassallo, Fausto Macedo e Julia Affonso

São Paulo

Nesta quarta-feira, dia 30, Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa apontado como operador do PSDB, passou de tempo indeterminado na cadeia para livre em cerca de 12 horas. Ele foi detido pela Polícia Federal pela manhã e, no meio da audiência de custódia de onde sairia encarcerado preventivamente, chegou a notícia de que o ministro Gilmar Mendes, do STF, havia acolhido seu pedido de habeas corpus.

Além de Souza, também foram contemplados por Gilmar Mendes sua filha, Tatiana Arana de Souza, e o ex-diretor de Assentamento da Dersa Geraldo Casas Vilela. Eles são acusados de desvios de R$ 7,7 milhões da Dersa em reassentamentos no âmbito das obras do Rodoanel Trecho Sul.

Vieira de Souza e Vilela já haviam sido presos no dia 5 de abril, e soltos dias depois pelo ministro Mendes. Nas duas oportunidades, eles foram acusados de ameaçar testemunhas.

A audiência de custódia, que correu em sigilo, foi iniciada às 13h45 desta quarta. A juíza já havia decretado as preventivas de Souza e Vilela e concedido domiciliar a Tatiana, por ser mãe de criança de menos de 12 anos, quando, às 19h17, e às 19h46, chegaram as notícias das decisões de Gilmar que mandou liberar os três.

Após a audiência, a procuradora da República Adriana Scordamaglia afirmou ver com "estranheza" o habeas corpus. Ela relatou que a reação dos réus à notícia sobre o habeas foi "obviamente de felicidade".

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