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Entidades de direitos humanos se reúnem com polícia para discutir ações na Maré

Bruna da Silva, mãe Marcos Vinícius, prestou depoimento na Delegacia de Homicídio - Betinho Casas Novas/Futura Press/Estadão Conteúdo
Bruna da Silva, mãe Marcos Vinícius, prestou depoimento na Delegacia de Homicídio Imagem: Betinho Casas Novas/Futura Press/Estadão Conteúdo

Roberta Jansen

No Rio de Janeiro

25/06/2018 14h17

Representantes de entidades de defesa dos direitos humanos estiveram reunidos na manhã desta segunda-feira (25) com o chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, para falar sobre a ação policial no Complexo da Maré, na última quarta-feira (20), que resultou na morte do estudante Marcos Vinícius, 14, e de seis outros jovens - suspeitos de tráfico de drogas, segundo a polícia.

A mãe de Marcos Vinícius, Bruna da Silva, 36, prestou depoimento na Delegacia de Homicídio também nesta manhã. Antes de morrer, o adolescente disse para mãe que o tiro que o atingiu tinha partido de um blindado da polícia.

A reunião com entidades de defesa dos direitos humanos durou cerca de duas horas e meia. Um documento foi entregue a Rivaldo Barbosa, com uma série de solicitações para que ações policiais em áreas de grande concentração populacional, como a Maré e tantas outras comunidades, sejam menos letais.

A declaração também pede transparência na realização de operações policiais, com a realização de um plano de redução de dados para que mortes sejam evitadas e para que seja garantida a entrada de ambulâncias para socorro às vítimas, entre outras medidas.

Na quarta-feira, Bruna contou que a ambulância que levaria seu filho para o hospital Getúlio Vargas, onde foi operado, mas acabou morrendo, demorou para ter autorização da polícia e entrar na comunidade.