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Doria é mais confrontado em 3º bloco de debate e recebe ataques do PSOL e PT

Cristian Favaro e Daniel Galvão

São Paulo

19/09/2018 19h55

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, João Doria, foi duramente atacado no terceiro bloco do debate promovido pelo SBT, nesta quarta-feira, 19. Entre as principais críticas estavam o fato de não ter terminado o mandato na Prefeitura da capital paulista, mesmo tendo assumido o compromisso de fazê-lo, além de "promessas não cumpridas" de sua gestão.

A Professora Arelaro Lisete (PSOL) questionou Doria sobre sua renúncia à Prefeitura de SP e as promessas em áreas da saúde que, segundo ela, não foram cumpridas. "A professora está mal informada", ironizou Doria, que disse que Lisete deveria voltar para os bancos da escola. O tucano buscou associar o PSOL ao PT e afirmou que o partido de Lisete apenas "sabe invadir propriedades" privadas. Lisete, entretanto, rebateu na tréplica. "Só vou lembrar que quem aqui costuma invadir terrenos não é o PSOL", disse, em indireta ao tucano. A candidata do PSOL se referia a uma área pública em Campos do Jordão (SP) em que uma decisão judicial obrigou Doria a devolver inicialmente a via para a prefeitura. Mas depois Doria acabou comprando a área, que foi vendida num 'programa de desafetação' de terrenos públicos municipais.

Já Doria reforçou os ataques ao PT e, em pergunta a Luiz Marinho, afirmou que o partido "adora criar carguinhos" para apoiadores. Marinho, referindo-se a Doria como "João Sem Palavra", defendeu-se das críticas e reforçou os empregos criados durante o governo do ex-presidente Lula. Doria, na tréplica, criticou o que chamou de "marketing do mal" de Marinho, que vestia uma camisa com "o rosto de um presidiário", em referência a Lula.