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Temer, Lula e Mourão ganham destaque no debate entre candidatos ao governo de SP

Cristian Favaro e Daniel Galvão

São Paulo

19/09/2018 19h49

Nomes fortes no cenário nacional, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o atual presidente Michel Temer (MDB) e o vice na chapa do PSL de Jair Bolsonaro, General Mourão, foram destaques no segundo bloco do debate entre os candidatos ao governo de SP, promovido pelo SBT, nesta quarta-feira, 19.

Luiz Marinho, nome do PT na disputa ao governo de SP, saiu em defesa do ex-presidente Lula e afirmou que ele "foi condenado sem provas". Marinho foi questionado na ocasião sobre as denúncias de irregularidades nas obras do Museu do Trabalho e do Trabalhador, em São Bernardo do Campo. Marinho, ex-prefeito, foi denunciado no caso. O nome do PT saiu em defesa da sua administração e negou irregularidades. "Ser réu não é ser culpado", disse, e emendou: "é preciso diferenciar denuncia de condenado. Tem um condenado aqui e não sou eu", afirmou, em indireta a João Doria (PSDB), condenado no caso envolvendo o slogan Acelera São Paulo, na prefeitura da capital paulista.

Na contramão da defesa de Marinho, Paulo Skaf (MDB), tentou se afastar de Temer. Skaf foi confrontado sobre quais são suas propostas para as mulheres e o espaço que elas terão no governo, visto que Temer, do mesmo partido, teve uma composição ministerial sem nenhuma mulher. Skaf disse que cada caso deve ser analisado separadamente e apontou a nomeação de mulheres na diretoria da Fiesp, além do fato de ter escolhido uma mulher para ser sua vice na chapa, a Policial Militar Carla Danielle.

Outro nome nacional que foi para o debate foi do General Mourão, que protagonizou uma polêmica ao afirmar que famílias pobres sem pai e avô, mas com mãe e avó, são "fábricas de desajustados". O nome do PRTB na disputa ao governo de SP, Rodrigo Tavares, coligado com o PSL nacional, defendeu o general, cuja fala teria sido pensada "em um contexto maior". "O que houve na verdade foi uma fala no sentido de fortalecimento das mulheres, no sentido em que elas necessitam de uma aproximação do Estado", disse.