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Debate: mulheres são protagonistas em terceiro bloco

Mateus Fagundes e Daniel Galvão

São Paulo

26/09/2018 21h00

O terceiro e último bloco do debate SBT/Folha/UOL foi marcado pelo protagonismo das mulheres. Apesar de ter apenas uma candidata do gênero, Marina Silva (Rede), houve entre os demais concorrentes a menção a políticas voltadas a elas.

Marina reafirmou o pedido do voto feminino, que, segundo pesquisa Datafolha, é o maior contingente dos indecisos. Nas considerações finais, a candidata da Rede disse ter "orgulho de estar representando vocês mulheres e estar disputando palmo a palmo".

Os nanicos Guilherme Boulos (PSOL) e Cabo Daciolo (Patriota) viraram atração à parte. O candidato do PSOL atacou a falta de propostas direcionadas para mulheres de Jair Bolsonaro (PSL) e engrossou a campanha "ele não", que ganhou a internet nos últimos dias. O presidenciável do Patriota, por sua vez, disse que, se eleito, vai ter um gabinete ministerial composto em sua metade por mulheres e mandou recados à família. "Mãe, eu te amo. Varoa, eu te amo", disse.

Posteriormente, Marina brincou ainda com o lema da campanha do adversário Henrique Meirelles (MDB). "Quando há algum problema, ninguém chama o Meirelles não. A gente chama uma tia, uma mãe, uma avó, uma mulher", afirmou.

Meirelles também foi lembrado por Ciro Gomes (PDT), que brincou com os gestos que o emedebista faz com a mão.

Boulos e Ciro fizeram uma dobradinha sobre a necessidade de ampliar os investimentos em programas para população jovem, enquanto Marina e Daciolo tabelaram quando o tema foi o financiamento de campanha.

Fernando Haddad (PT) tentou afagar Meirelles e disse que as políticas educacionais de quando foi ministro se deram com a ajuda do ex-presidente do Banco Central. O emedebista repetiu então o mantra da necessidade de uma política econômica competente para o Brasil crescer.

Meirelles, por sua vez, atacou Geraldo Alckmin (PSDB) e condenou a demora em finalização de obras no Estado de São Paulo. O tucano não revidou, mas aproveitou a ocasião para tentar colar a imagem do presidente Michel Temer (MDB) com o PT. "Temer é do PT. Foi o PT que colocou ele lá", disse.

Alvaro Dias (Podemos) voltou a condenar o PT durante um embate com Haddad. De acordo com o senador paranaense, o partido merece medalha de ouro na "olimpíada da mentira e ficção" por ter aumentado impostos à população. O petista reagiu e disse que Dias não tem "o menor respeito pela população e os programas que nós fizemos". O senador pediu direito de resposta, que foi negado pela produção do debate.