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Freixo e Flavio Bolsonaro discutem nas redes sobre apoio a deputado preso

JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Marcelo Freixo participa de ato durante campanha eleitoral neste ano Imagem: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Cristian Favaro

São Paulo

2018-11-08T18:43:00

08/11/2018 18h43

Os deputados estaduais Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, e Marcelo Freixo (PSOL-RJ) trocaram acusações envolvendo suas siglas e apoios a investigados por corrupção. No Twitter, Freixo puxou o debate ao questionar o PSL por apoiar o deputado estadual André Corrêa, preso em operação no Rio nesta quinta-feira, 8, para presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). Ao passo que Flavio comprou a briga e vinculou o PSOL à campanha do PT ao Planalto.

"André Corrêa é o candidato do PSL para a presidência da Alerj. Não era para combater a corrupção?", escreveu Freixo, ao passo que Flavio respondeu: "O PSOL apoia para Presidência do Brasil o candidato do presidiário condenado por corrupção (em referência a Fernando Haddad (PT), apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva). E nós convidamos para comandar a Justiça aquele que o condenou. A diferença entre PSL e PSOL não é apenas a letra "O"."

Freixo contra-argumentou que o candidato da sigla não foi Lula e emendou: "Essa reação, ao ser questionado por apoiar um deputado preso, não cabe. Até porque você sempre apoiou Cabral, Picciani e outras figuras do MDB do Rio. E vocês já foram do PP de Paulo Maluf e Julio Lopes, sem nunca reclamar da corrupção".

Flávio disse que Freixo não devia cuspir no "prato que comeu", visto que ele teria sido parceiro de Picciani. Freixo então publicou documento que aponta pedido do PSOL do Rio, em novembro de 2017, para que Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, presos por corrupção, fossem cassados.

Os dois políticos não se encontrarão mais na Alerj em 2019. Freixo foi eleito deputado federal nas eleições deste ano e Flavio Bolsonaro teve campanha vitoriosa na disputa por uma das duas vagas no Senado.