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Prefeitura faz teste para erguer viaduto que cedeu em São Paulo

RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Viaduto da Marginal Pinheiros que cedeu cerca de dois metros começa a ser erguido com macacos hidráulicos na manhã deste sábado (1), em São Paulo Imagem: RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

AE

São Paulo

01/12/2018 10h04

Técnicos da Prefeitura de São Paulo iniciaram na manhã deste sábado (1) os testes para erguer o viaduto da marginal do Pinheiros que cedeu no último dia 15 de novembro.

São utilizados no trabalho seis macacos hidráulicos, todos operando ao mesmo tempo, e cada um deles tem capacidade para erguer 300 toneladas. Os equipamentos estão apoiados em dez estacas que foram previamente instaladas. Noventa operários e 17 engenheiros trabalham no local.

O secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Vitor Aly, afirmou que esta é uma fase inicial, de testes para erguer a estrutura. "Vamos ver como a estrutura vai se comportar nessa operação de subida. Ao subir um centímetro onde estamos macaqueando, saberemos o que acontece ao longo das estruturas, como ela se movimenta, se vai subir reta, se vai torcer, qual o movimento que ela faz a medida que sobe", disse.

Para Aly, só após esse teste é que os técnicos vão avaliar quando e como a estrutura será erguida. "Entendendo esse movimento, na hora que virar uma constante, todos os pontos tiverem o mesmo comportamento, podemos aumentar pra três, pra cinco, pra dez centímetros", afirmou.

O secretário não deu prazo para o fim dos trabalhos, porque a avaliação se dará ao longo do teste, no qual os técnicos vão checar como se dá o atrito entre as estruturas. Ele também não deu prazo para reconstrução ou reabertura do viaduto. "Queremos liberar o mais rápido possível. Mas só na hora que colocarmos o viaduto no nível é que saberemos o tamanho do estrago, e aí poderemos ver quais as opções pra corrigir esse estrago na estrutura. Só aí conseguiremos fazer um projeto e dar um prazo", disse Aly.

Por causa dos testes, a CPTM interrompeu a circulação na linha 9 entre as estações Cidade Universitária e Villa-Lobos-Jaguaré. Só depois do teste finalizado é que os trens poderão voltar a circular. Vinte ônibus foram disponibilizados para fazer o trajeto dos passageiros.