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Cabral é condenado na Lava Jato pela 8ª vez; penas já somam quase 198 anos

FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO
Foto de arquivo de 24/05/2017 do ex- governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) Imagem: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

Constança Rezende

Rio

03/12/2018 18h32Atualizada em 03/12/2018 19h12

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho (MDB) foi condenado nesta segunda-feira (3) a mais 14 anos e cinco meses de prisão em regime fechado, na sua oitava condenação na operação Lava Jato, somando 197 anos e 11 meses de pena. A sentença foi proferida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Desta vez, a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) envolve crime de lavagem de dinheiro por empresas, como a FW Engenharia, para dar aparência lícita ao pagamento de R$ 1,7 milhão em propina. Contra o ex-governador do Rio também há uma condenação em Curitiba, assinada pelo ex-juiz Sérgio Moro.

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Além do ex-governador, a ex-mulher dele Susana Neves Cabral e seu irmão Maurício Cabral também foram condenados. Susana terá de cumprir oito anos e quatro meses de prisão em regime fechado, e Maurício quatro anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto.

De acordo com a denúncia, os desvios envolveram pagamentos vultosos, realizados entre 2007 e 2014, a uma das empresas citadas, e incluíram obras expressivas, como a urbanização do Complexo de Manguinhos. Uma das supostas empresas de fachada utilizada pelo esquema para lavar o dinheiro ilegal, a Araras Empreendimentos, é de propriedade de Susana Neves.

Outro lado

A defesa de Mauricio Cabral, condenado a quatro anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto, alegou inocência. Por intermédio dos advogados Daniel Raizman e Fernanda Freixinho, o irmão de Sérgio Cabral afirmou ser inocente.

Os defensores afirmaram que o juiz não avaliou adequadamente o conjunto probatório, em especial o depoimento do colaborador Carlos Miranda. Este declarou, na sua delação e ante o juízo, que Mauricio Cabral não participou do esquema criminoso. Por esse motivo, a defesa irá recorrer da sentença.

O Estado ainda não conseguiu ouvir defensores dos demais réus.