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MP-SP denuncia por homicídio motorista de BMW que atropelou mãe e dois filhos

MARCO AMBROSIO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
30.jun.2018 - Mohamed Abdul Hadi Hassan Zoghbi dirigia uma BMW e atropelou quatro pessoas. Mãe e dois filhos morreram Imagem: MARCO AMBROSIO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

03/12/2018 21h01

O Ministério Púbico de São Paulo (MP-SP) denunciou por homicídio qualificado o comerciante Mohamed Abdul Hadi Hassan Zoghbi, que atropelou quatro pessoas de uma mesma família em junho. A mãe e duas crianças morreram. Segundo a promotoria, ele teria tentado fugir do local sem prestar socorro e estava dirigindo uma BMW com a carteira de habilitação suspensa.

Na ocasião, o comerciante atingiu e matou Cristina Aparecida Solange Coelho, de 43 anos, que atravessava em uma faixa de pedestre junto com três filhos. As crianças Camila Poliana Silva, de 9, e João Victor Silva, de apenas um ano, também não resistiram aos ferimentos. Outro menino de 9 anos foi atingido, mas sobreviveu.

A promotora de Justiça Soraia Munhoz apresentou a denúncia na última sexta-feira (30), por três homicídios qualificados e uma tentativa de homicídio, com agravante de terem sido cometidos contra crianças. Segundo a acusação, Zoghbi "tentou se evadir do local sem prestar socorro às vítimas, tendo sido impedido por outros condutores que presenciaram o atropelamento e saíram em seu encalço".

Durante investigações policiais, testemunhas teriam afirmado que o comerciante dirigia em velocidade superior ao permitido - 50 km/hora - na Avenida Carlos Caldeira, região do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. O bafômetro, no entanto, não apontou que o motorista houvesse ingerido bebida alcoólica.

"O crime resultou perigo comum, pois colocou em risco a vida de várias pessoas que transitavam em veículos e motocicletas pelo local", diz a denúncia. Se for aceita pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), Zoghbi também responderá por infração ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

A reportagem tentou localizar a defesa do acusado, mas até o momento não obteve retorno. Em ocasiões anteriores, os advogados afirmaram se tratar de um "caso isolado" na vida do comerciante, que ter "idoneidade e imagem ilibada".