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Lava Jato investiga vazamento de ordem de prisão de Vaccarezza

Lava Jato apura se houve "eventual delito relacionado ao vazamento de informações sigilosas" em relação ao mandado de prisão expedido contra Vaccarezza - DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
Lava Jato apura se houve "eventual delito relacionado ao vazamento de informações sigilosas" em relação ao mandado de prisão expedido contra Vaccarezza Imagem: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Julia Affonso

11/02/2019 14h10

A força-tarefa da Operação Lava Jato pediu à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar "eventual delito relacionado ao vazamento de informações sigilosas" relativas a um mandado de prisão expedido pela juíza federal Gabriela Hardt contra o ex-deputado Cândido Vaccarezza (ex-PT, atual Avante).

"O Ministério Público Federal vem, respeitosamente, informar que requisitou à Polícia Federal a instauração de inquérito policial, com base no artigo 7.º, inciso II, da Lei Complementar nº 75/93, para apuração de eventual delito relacionado ao vazamento de informações sigilosas", afirma a Procuradoria da República, em petição à Gabriela Hardt.

Em dezembro, a magistrada mandou prender Vaccarezza por causa de um suposto cancelamento de sua carta de fiança. O ex-deputado havia sido preso em agosto de 2017 sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro, mas deixou a cadeia da Lava Jato sem pagar R$ 1,5 milhão estipulados pelo então juiz Sérgio Moro. Em setembro do ano passado, a defesa do ex-parlamentar apresentou a carta de fiança.

Após a expedição do mandado de prisão, o nome de Vaccarezza chegou a ser incluído no Sistema de Tráfego Internacional - Módulo Alerta e Restrição. Em 21 de janeiro, Gabriela Hardt suspendeu o mandado de prisão.

"A defesa juntou documentos dando conta de que a fiança, em princípio, estaria regular. Assim, por ora, suspendo o cumprimento do mandado de prisão", determinou a juíza.

Gabriela Hardt afirmou que não passou "despercebida a distribuição de habeas corpus vinculada aos presentes autos". A juíza citou dois recursos apresentados em 21 de janeiro contra os mandados de prisão.

"Mais estranho ainda é a menção, no corpo dos HCs, do presente feito, da prisão decretada e do fundamento utilizado, além de citação de trecho do mandado, o que pode revelar indevido vazamento de informações sigilosas", anotou Gabriela.

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