PUBLICIDADE
Topo

Vídeo e comentário sobre 'golden shower' são apagados do Twitter de Bolsonaro

Reprodução
Imagem: Reprodução

Matheus Lara

Em São Paulo

22/03/2019 10h14

Os tuítes polêmicos de Jair Bolsonaro (PSL) publicados durante o carnaval não estão mais na conta do presidente na rede social. O primeiro era um vídeo obsceno sinalizado como "sensível" pelo Twitter em que um homem aparece urinando em outro durante a passagem de um bloquinho em São Paulo. No outro, o presidente perguntava "o que é golden shower?", em referência à prática que publicara no dia anterior.

A divulgação das imagens causou desconforto até mesmo entre apoiadores do governo na época. As imagens e o tuíte posterior viralizaram e chamaram a atenção também da mídia internacional.

Governo Bolsonaro tem queda na popularidade

Band Notí­cias

Três advogados, representantes dos homens que aparecem nas imagens, impetraram ação popular contra a União pedindo a retirada do vídeo das redes do presidente. O processo corre na 1ª Vara Cível Federal de São Paulo. Não se sabe se a exclusão do conteúdo se deve a esta a ação, que ainda está em andamento, ou foi uma decisão do próprio presidente.

A peça é assinada pelos advogados Marcelo Feller, Jose Carlos Abissamra Filho e Ricardo Amin Abrahão Nacle. Eles alegam que, ao reproduzir o vídeo em seu perfil na rede social, Bolsonaro "acaba por desestimular o turismo no Brasil, em sua festa mais icônica e conhecida mundialmente".

"Ao afirmar que um patrimônio cultural do país 'virou' uma cena dantesca, de um homem introduzindo um dedo no próprio ânus e depois sendo urinado, publicamente, o Presidente da República atacou diretamente patrimônio cultural brasileiro", afirmam os advogados. "Não é a toa que toda a imprensa internacional, incrédula, noticiou o inusitado tweet."

O Twitter não comenta publicações de contas específicas.

Simão: Bolsonaro, pergunte ao Frota sobre 'golden shower'

Band News

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.