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USP diz que polícia prendeu estudante em sala de aula por 'crime grave'

Prédio da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP, na zona oeste da capital paulista - Marcos Bezerra/Futura Press
Prédio da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP, na zona oeste da capital paulista Imagem: Marcos Bezerra/Futura Press

Luiz Vassallo

São Paulo

28/03/2019 17h02

Em nota, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP (Universidade de São Paulo) afirmou que um aluno foi preso hoje por policiais civis em sala de aula em razão de suposto crime "potencialmente grave que choca a comunidade". A instituição criticou o fato de o aluno ter sido preso dentro da instituição, interrompendo a aula.

A universidade afirma que "policiais civis uniformizados e fortemente armados entraram em salas de aula para buscar um aluno acusado de crime potencialmente grave que choca a comunidade". "O estudante foi levado para uma delegacia onde responde a acusações".

A diretoria afirma que "é inteiramente a favor do combate a crimes potencialmente graves que chocam a comunidade". "Temos uma longa tradição de estudos e ações com vistas a combater quaisquer tipos de violência".

"Sem entrar no mérito das acusações, que a Justiça irá julgar, resguardados os direitos também do acusado, de acordo com os preceitos do Estado democrático, chocou-nos a desproporcionalidade entre os fins e os meios do procedimento policial. Por que o aluno não foi preso na sua residência, como seria típico de um flagrante? Para quê interromper aulas com armas à vista na universidade? Para que mobilizar duas dezenas de policiais uniformizados e com uso de metralhadoras para prender o acusado nos prédios da USP?", diz a universidade.

"A diretoria da Faculdade está acionando a procuradoria da Universidade com vistas a esclarecer o episódio. Não vamos aceitar calados que a imagem da FFLCH-USP e a autonomia desta instituição sejam violados por ações injustificáveis. O mais do que necessário combate à criminalidade não pode justificar a agressão às instituições universitárias", conclui, por meio de nota.

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