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Após nova proposta, motoristas de ônibus avaliam suspender greve em SP

Paulo Lopes/Futuro Press/Estadão Conteúdo
Imagem: Paulo Lopes/Futuro Press/Estadão Conteúdo

Bruno Ribeiro

21/05/2019 16h24

Uma nova proposta trabalhista reduziu a chance de haver greve dos ônibus em São Paulo na quinta-feira (23). A paralisação estava marcada há uma semana.

A proposta, bem recebida pelos sindicalistas do transporte público, ainda terá de ser aprovada em assembleia, marcada para as 15h de amanhã, em frente o sindicato. Por ora, até a assembleia decidir o contrário, a greve está mantida.

Os motoristas vinham pedindo, entre outras reivindicações, reajuste salarial de 8%. As empresas do setor vinham oferecendo 4%. Agora, há proposta de 5,1% de reajuste, segundo disse ao jornal O Estado de S. Paulo o presidente licenciado do Sindicato dos Motoristas de Ônibus de São Paulo, Valdevan Noventa, deputado federal eleito pelo PSC de Sergipe.

"É a assembleia quem vai decidir", disse Noventa, ao avaliar a proposta como "positiva".

Os novos valores surgiram depois de uma intervenção do prefeito Bruno Covas (PSDB) nas negociações. Diante de iminência da greve, que estava marcada desde a quinta-feira passada 16, Covas indicou o ex-presidente da Câmara Municipal, Milton Leite (DEM), vereador ligado ao setor de transportes, para participar da mesa de negociação.

A prefeitura está finalizando a documentação para renovar os serviços das empresas de ônibus.

Nos bastidores, representantes do sindicato das empresas de ônibus se dizem confiantes de que a nova proposta evitará a paralisação. Mas, preventivamente, eles ingressaram um pedido de dissídio no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para minimizar os prejuízos ao transporte caso, na assembleia, os motoristas de ônibus tenham entendimento diferente de seus representantes.

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