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Bolsonaro diz que decreto foi reavaliado para não colocar em risco todo o texto

Amanda Pupo

Brasília

23/05/2019 22h38

Ao comentar as alterações do decreto de armas, o presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite desta quinta-feira, 23, que a reavaliação foi realizada para que o governo não tivesse "problemas com a Justiça e com a Câmara", evitando colocar "todo o decreto" em risco. Segundo Bolsonaro, o governo levantou onde houve maior incidência de reclamações em torno do texto para reestudar as medidas junto aos ministérios.

"Começaram a pipocar ações na Justiça, também de parlamentares, políticos. Então levantamos onde tinha maior incidência de reclamações sobre isso, para nós não termos problemas com a Justiça e com a Câmara e colocar em risco todo o decreto, nós reestudamos juntamente com a Advocacia-Geral da União, Casa Civil, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Defesa", disse o presidente durante live transmitida pelo Facebook. Bolsonaro avaliou que não tiveram muitas mudanças no decreto, com uma "preservação de 90%" do texto original.

O presidente também mencionou durante a live os questionamentos em torno da aquisição de fuzil para pessoas que vivem no campo, ressaltando que os parâmetros serão definidos pelo Comando do Exército em até 60 dias. "A aferição dos parâmetros será feita pelo comando do Exército. Eu estou falando de fuzil, as demais armas de porte sem problema nenhum", disse Bolsonaro, esclarecendo também que o decreto permite o uso da arma em todo o perímetro da propriedade rural. "Permitimos para todo perímetro da propriedade, se tua terra tem 500 hectares, vai poder usar a arma", afirmou o presidente.

Bolsonaro ainda anunciou durante a transmissão que o ministro da Justiça e Segurança Pública, assinou decreto que autoriza a nomeação de 1047 novos policiais federais. "O ministro Moro trabalhou muito nessa proposta, junto ao ministro Paulo Guedes, e conseguiu sinal verde, sinal que ele está prestigiado, não é qualquer um que consegue isso", disse.

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