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Comissão no Senado aprova projeto que retoma MP do Saneamento

Anderson Barbosa / Fotoarena
Esgoto sem tratamento que desemboca no rio Xingu, na cidade de Altamira (PA) Imagem: Anderson Barbosa / Fotoarena

Daniel Weterman

Brasília

2019-06-04T13:59:22

04/06/2019 13h59

A Comissão de Infraestrutura do Senado aprovou projeto de lei que atualiza o marco legal do saneamento no país e recupera o conteúdo da medida provisória sobre o tema que perdeu a validade. O texto foi encaminhado ao plenário da Casa e ainda depende de acordo para ser votado.

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou que o projeto poderá ser votado no plenário ainda nesta terça-feira (4) --cenário que depende de um acordo dos parlamentares com os governadores do Nordeste.

O projeto recupera o conteúdo da MP do Saneamento com alterações feitas na comissão por onde passou a medida, que perdeu a validade.

Um dos pontos polêmicos é o dispositivo que acaba com os chamados contratos de programa, firmados entre estados e municípios e que permitem a operação do sistema apenas por empresas públicas. Pelo projeto, os serviços passam a ser prestados por meio de contratos de concessão, disputados também pela iniciativa privada.

Um grupo de governadores é contra o item alegando que as alterações inviabilizam as empresas estaduais de saneamento.

A solução apresentada durante a discussão na MP, e que se repete agora no projeto, é prever que estados possam organizar um bloco de municípios para conceder o serviço, colocando na mesma licitação cidades maiores e aquelas que não seriam atrativas para a iniciava privada se fossem licitadas individualmente.

De acordo com Bezerra, os governadores de Pernambuco (Paulo Câmara), Ceará (Camilo Santana) e Bahia (Rui Costa) sugeriram uma alteração permitindo que a permanência dos estados nos contratos de programa seja prorrogada por 48 meses.

"Já tem manifestações favoráveis, mas é preciso saber se todos os governadores apoiam", disse Bezerra.

O texto aprovado na comissão foi apresentado na segunda-feira pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) para substituir a Medida Provisória 868/2018 e teve como relator o senador Roberto Rocha (PSDB-MA).

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