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Acusado de abuso sexual de menor, médico é preso pela 3ª vez em Belo Horizonte

Leonardo Augusto, especial para o Estado

Belo Horizonte

17/06/2019 16h44

Um médico de 37 anos acusado de exploração sexual de crianças e adolescentes foi preso nesta segunda-feira, 17, pela terceira vez na capital mineira. A prisão aconteceu dentro de operação deflagrada pela Polícia Federal. O médico, chamado Fábio Lima Duarte, que é clínico geral e trabalhava com ultrassonografia, é suspeito de abusar sexualmente de mais de 100 vítimas. A prisão ocorreu pelo fato de o acusado, conforme a PF, guardar e compartilhar arquivos de pornografia infanto-juvenil na internet.

As outras duas prisões do médico foram feitas pela Polícia Civil de Minas Gerais, que iniciou as investigações do caso, transferidas para a Justiça Federal, que é a instância para apuração deste tipo de crime. Segundo as investigações, o médico filmava exames médicos íntimos que realizava em suas pacientes.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para verificar as redes de contato do médico. Fábio Lima já havia sido preso em outubro de 2018. Foi solto por habeas corpus em dezembro. Voltou para a cadeia em fevereiro, e foi liberado novamente em abril, depois de ter a prisão revogada. Todas as prisões ocorreram na casa do médico na Pampulha, bairro de classe média alta da cidade.

O advogado João Paulo Machado Rodrigues Cardoso, que defende o médico, afirmou que desde a última saída do médico da prisão, o que aconteceu em 3 de abril, "não houve o cometimento de nenhum outro delito por sua parte". "Fábio estava cumprindo regularmente todas as medidas impostas a ele pela Justiça e se viu surpreendido pelo novo mandado de prisão preventiva em seu desfavor".

A defesa do médico afirma que, diante da prisão, "vai tomar as medidas judiciais cabíveis". "Tal mandado seria decorrente de investigações iniciadas em sua segunda prisão, em fevereiro do corrente, que por sua vez é decorrente das investigações da Operação Luz na Infância, ocorrida no ano de 2018. Neste sentido, tendo em vista que não houve cometimento de novo delito desde sua última soltura, a defesa entende que sua prisão é ilegal, vez que não preenche os requisitos necessários de adequabilidade e da contemporaneidade da medida, e irá tomar as medidas judiciais cabíveis", afirma o advogado, em nota.

O médico foi encaminhado para a Penitenciária Nelson Hungria, de segurança máxima, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Se condenado, segundo a PF, ele deverá cumprir até seis anos de prisão, além de pagamento de multa.

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