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Bolsonaro sugere operação com drones para retirar militares da linha de frente

O presidente da República, Jair Bolsonaro, participa da Marcha para Jesus - Jales Valquer/Framephoto/Framephoto/Estadão Conteúdo
O presidente da República, Jair Bolsonaro, participa da Marcha para Jesus Imagem: Jales Valquer/Framephoto/Framephoto/Estadão Conteúdo

Eduardo Rodrigues

Brasília

21/06/2019 12h05

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje que pretende enviar ao Congresso um projeto de lei que autorizaria até mesmo o uso de drones em operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), para que soldados não estejam na "linha de tiros" de criminosos.

"Quero botar no projeto que, para o cumprimento da missão, todas as possibilidades possam ser empregadas, até mesmo um pelotão de drones. Não quero que o nosso policial, numa operação, esteja na frente na linha de tiros com marginais que não têm recuperação. Se tivermos ali um pelotão de drones para dar conta do recado, tudo bem. Mas dependo do Parlamento brasileiro", afirmou o presidente.

Bolsonaro deve almoçar nesta sexta com o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, para tentar fechar os detalhes desse projeto. "Espero que seja o último passo para podermos apresentar um projeto, de modo que os homens da lei, Forças Armadas, polícias, etc, tenham uma retaguarda jurídica para poder bem desempenhar sua função", acrescentou.

O presidente disse ainda que projeto será estendido para proteger a atuação de policiais federais, policiais rodoviários, policiais militares, e policiais civis.

"Não é justo você pegar um garoto do Exército Brasileiro, com 20 anos de idade, botar um fuzil no peito dele, mandar para a missão de GLO. Daí há um imprevisto, porque pode ocorrer um imprevisto sim, e depois você larga ele para a auditoria militar, pra ele se virar na sua defesa, que pode ser de 12 a 30 anos de prisão", disse Bolsonaro.

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