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Operação Lava Jato


MPF apresenta ação contra Paulo Preto por prejuízo de R$ 7,3 milhões

Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto  - Geraldo Magela - 9.mar.2017/Agência Senado
Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto Imagem: Geraldo Magela - 9.mar.2017/Agência Senado

Pepita Ortega e Luiz Vassallo

08/08/2019 08h05

A força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo ajuizou ontem ação contra o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, apontado como operador do PSDB e da Odebrecht, e mais dois investigados por supostos atos de improbidade administrativa que causaram prejuízo de R$ 7,3 milhões aos cofres públicos.

Segundo a ação, entre 2009 e 2011, Vieira de Souza comandou um esquema de desvio de verbas destinadas ao reassentamento de desalojados pelas obras do Rodoanel Sul e pelo prolongamento da avenida Jacu-Pêssego, em São Paulo.

Na ação, o Ministério Público Federal requereu que Vieira de Souza, o ex-chefe do Departamento de Assentamento da Dersa, José Geraldo Casas Vilela, e a funcionária Mércia Ferreira Gomes sejam condenados a ressarcir os prejuízos causados (R$ 7,3 milhões), bem como o pagamento de multa de até duas vezes este valor, o que somaria R$ 14,7 milhões. Os três já foram condenados criminalmente pelo mesmo objeto.

Segundo a Procuradoria, "os desvios de dinheiro público foram realizados por meio da inclusão de pessoas que não moravam no traçado dos empreendimentos, as quais receberam indevidamente auxílios, indenizações ou apartamentos da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo)."

Vieira de Souza, que está preso em Curitiba, no Paraná, já foi condenado duas vezes em ações penais, neste ano, a penas que ultrapassam 172 anos de prisão. Anteontem, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio aceitou denúncia contra ele por fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro. Além das condenações, Vieira de Souza responde a duas ações penais.

Defesas

Os advogados Fernando Araneo e Isabella Pardini, que defendem José Geraldo Vilela, afirmaram em nota que "deve haver algum equívoco por parte da 'força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo', pois o Rodoanel não fica em Curitiba e tampouco foi construído com o dinheiro da Petrobras. Quanto à ação especificamente, se manifestarão quando tiverem acesso ao teor."

As defesas de Paulo Vieira de Souza e de Mércia Ferreira Gomes não foram localizadas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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