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Defensores dos Direitos Humanos são culpados pela morte de inocentes, diz Witzel

O governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), participa de inauguração de colégio da PM - FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO
O governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSC), participa de inauguração de colégio da PM Imagem: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

Fábio Grellet

Rio

16/08/2019 20h49

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou nesta sexta-feira, 16, que os "pseudodefensores dos direitos humanos" são culpados pelas mortes de inocentes durante confrontos entre criminosos e a polícia. Ele defendeu a necessidade de matar pessoas que estiverem armadas com fuzis.

"Quando eu digo que quem está de fuzil na mão deve ser abatido, levantam-se vários defensores dos direitos humanos. Quando eles matam inocentes, dizem que foi a polícia que matou. Mas, quando digo que tem que abater quem está de fuzil, eles são contra. Mas são esses que estão de fuzil a tiracolo nas comunidades que atiram nas pessoas inocentes. Pessoas que se dizem defensoras dos direitos humanos, pseudodefensores dos direitos humanos, não querem que a polícia mate quem está de fuzil, mas aí quem morre são os inocentes", afirmou o governador, durante evento em Nova Iguaçu (Baixada Fluminense).

"Esses cadáveres (de inocentes mortos durante confrontos) não estão no meu colo, estão no colo de vocês, que não deixam que as polícias façam o trabalho que tem que ser feito. Quanto mais vocês defenderem esses narcoterroristas, outros cadáveres serão colocados no colo de vocês, pseudodefensores dos direitos humanos", completou Witzel.

O governador afirmou que não vai recuar no combate à criminalidade e comparou essa missão ao combate ao nazismo. "Chamem os especialistas e perguntem como acabamos com o nazismo na Europa. Como acabamos com a desgraça de mandar gente ser queimada em fornos, de morrer em campos de concentração. Não houve qualquer leniência com o nazismo. A Alemanha foi bombardeada, pessoas morreram. Nós não queremos que pessoas morram. Queremos evitar. E vamos parar? Vamos deixar o crime organizado tomar conta de novo, ocupar as ruas e assaltar de fuzis os shoppings?", questionou Witzel.

Em apenas cinco dias, entre 9 e 14 de agosto, pelo menos seis jovens moradores da periferia do Rio de Janeiro morreram atingidos por balas perdidas durante confrontos entre policiais e criminosos.

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