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Bolsonaro: Netanyahu reconhece esforços do Brasil no combate a focos de incêndio

Rafael Moraes Moura

Brasília

25/08/2019 18h12

O presidente Jair Bolsonaro utilizou neste domingo, 25, a sua conta pessoal no microblog Twitter para afirmar que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reconhece os "esforços do Brasil no combate aos focos de incêndio na Amazônia".

"Aceitamos o envio, por parte de Israel, de aeronave com apoio especializado para colaborar conosco nessa operação", escreveu o presidente da República, após falar por telefone com Netanyahu.

O governo brasileiro acertou neste domingo com Israel o envio de um avião israelense para ajudar as autoridades brasileiras no combate aos incêndios que se espalham pela região amazônica. A informação foi publicada no Twitter pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente.

O deputado, que tenta angariar apoio no Senado Federal para garantir sua indicação para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos, veio nesta tarde ao Palácio da Alvorada, onde se reuniu com o pai, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Filipe Martins.

"Em telefonema hoje entre o PR @jairbolsonaro e PM @netanyahu o Brasil aceitou a ajuda oferecida por Israel de avião munido de equipamentos para apagar incêndios, que somará esforços na missão das Forças Armadas na Amazônia", escreveu Eduardo Bolsonaro.

"Ato contínuo Bolsonaro conversou com MD (Ministro da Defesa) Gen. Fernando Azevedo informando que o avião pousará em local definido pelas Forças Armadas do Brasil", complementou o parlamentar.

Brumadinho

Esta não é a primeira vez que Israel oferece ajuda ao governo de Jair Bolsonaro. Em janeiro, um grupo de 136 militares especializados em resgate desembarcou em Minas Gerais para ajudar na busca por vítimas da tragédia com o rompimento de uma barragem em Brumadinho.

Na época, após sobrevoar a área da tragédia em Minas, Bolsonaro anunciou a parceria com Israel para localização das vítimas. A operação foi coordenada por Bolsonaro e Netanyahu com apoio de Yossi Shelley, embaixador de Israel no Brasil.

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