PUBLICIDADE
Topo

Água da Cedae, no Rio, passa a ser submetida a filtragem extra a partir de amanhã

O presidente da Cedae, Helio Cabral, bebe a água que garante estar própria para o consumo - Ricardo Cassiano/Agência O Dia
O presidente da Cedae, Helio Cabral, bebe a água que garante estar própria para o consumo Imagem: Ricardo Cassiano/Agência O Dia

Roberta Jansen

Rio

22/01/2020 14h12

A partir de amanhã, a água da Estação de Tratamento de Guandu, na Baixada Fluminense, começa a ser submetida a uma etapa extra de filtragem, com a pulverização de carvão ativado no reservatório. O objetivo é reduzir a presença de geosmina - um composto orgânico formado pela proliferação de algas, que deixa a água com cheiro e gosto de terra.

A Cedae (Companhia de Águas e Esgotos) não informou quando as pessoas vão perceber a diferença na qualidade da água nas torneiras.

Em evento do programa Segurança Presente, na zona norte, o governador Wilson Witzel (PSC) afirmou que dentro de uma semana a diferença já deve ser sentida pelos consumidores.

Na primeira semana de janeiro, a população começou a reclamar do cheiro e do gosto da água. A Cedae detectou um aumento na presença de geosmina no reservatório - uma substância que não faz mal à saúde.

Muita gente reclamou também do aspecto turvo da água que, segundo pesquisadores, não é causado pela geosmina.

A Cedae não soube explicar o que poderia estar causando a turbidez. Em nota, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) alertou que poderia haver risco à saúde da população. Várias pessoas reclamaram de enjoos e disenteria.

Diante da polêmica, a Cedae resolveu submeter a água a uma etapa extra de filtragem.

A montagem do equipamento foi concluída ontem, quando foram feitos testes elétricos e mecânicos no sistema. Hoje, foram feitos testes operacionais do sistema de aplicação de carvão ativado.

Cotidiano