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Bloco Agrada Gregos tem Gretchen e confraternização entre 'anjos' e 'demônios'

Gilberto Amendola

São Paulo

22/02/2020 16h05

O bloco Agrada Gregos promoveu a confraternização entre "anjos" e "demônios" em sua passagem pela Avenida Pedro Álvares Cabral, na região do Ibirapuera, zona sul paulistana, na tarde deste sábado, 22. Antes mesmo de o trio-elétrico começar o percurso, já era visível a divisão de foliões entre os fantasiados de anjinho e aqueles que preferiram se travestir de capeta. Claro, como é carnaval, as aparências quase sempre enganam.

De São José do Rio Preto, interior de São Paulo, um grupo de amigos optou por ser do time dos anjos. "Como tem gente que diz que sou o capeta, resolvi me fantasiar assim", disse Wellington Vieira, 23 anos. Essa foi a mesma lógica da turma que preferiu a outra figura. "Carnaval tem de ter um quê de diabinho, mas, na verdade, sou um anjo", comentou Jean Rodrigues, 31 anos.

Na maioria da vezes, anjos e demônios andavam juntinhos no cortejo do Agrada. "Tenho essa carinha de anjo. Não tinha outra fantasia pra mim", comentou Ingrid Vitória, 18 anos, e que é melhor amiga da Jessica Silva, 22 anos. " Já sou a própria diabinha. Tô aqui pra atrapalhar e confundir", falou.

O bloco, caracterizado por atrair o público LGBT, também trouxe um público mais experiente para a pista. Ângela Fragoso, 65 anos, era uma das mais animados. " Sempre fui do carnaval. Estou adorando tudo isso acontecendo em São Paulo", disse.

Uma das idealizadoras do bloco, Natália Takenobo, aposta tanto no clima de paz e amor do bloco que sempre trás a própria mãe para o desfile, a Célia Takenobo. " Venho sempre. Não perco um. Muito orgulho da minha filha e de tudo isso que acontece com o Agrada Gregos", falou.

Anjos, demônios e os demais foliões se juntaram para reverenciar a rainha do bloco, a cantora Gretchen. Ela subiu no trio um pouco antes das 14h30 e levou o público à loucura. "Tenho muito orgulho de ser a rainha desse bloco", disse a artista.

Cotidiano