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Mandetta: Mesmo que venha outra equipe, vamos ajudar

Julia Lindner e Gustavo Porto

Brasília

06/04/2020 21h43

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou à equipe da pasta, na noite desta segunda-feira, 6, que "não é para parar (o trabalho) enquanto" ele "não disser que é para parar". Mandetta indicou que, por ora, fica no cargo, mas não descartou ser substituído eventualmente por outra pessoa. O ministro também não escondeu o descontentamento ao longo do dia, diante dos rumores de que poderia ser demitido pelo presidente Jair Bolsonaro. Mandetta afirmou que, caso deixe a função, pretende "colaborar muito com qualquer equipe que venha".

"Essa equipe toda está aqui para trabalhar. Vamos sair juntos", disse em entrevista coletiva, com a presença de funcionários da pasta. O pronunciamento foi transmitido ao vivo nas redes sociais.

"Hoje foi um dia emocionalmente mais duro do que os outros. Eles (da equipe) me viram apreensivos, pois me viram 'poxa vida, era uma coisa tão importante para fazermos'", relatou, sem dar mais detalhes. Em seguida, completou que é preciso "tocar em frente".

O ministro reforçou que é preciso seguir o trabalho de combate à covid-19 e que a pasta não pode perder o foco neste momento com "barulhos". "Não vamos perder o foco: ciência, disciplina, planejamento, foco. Esses barulhos que vêm ao lado, fulano falou isso, beltrano falou aquilo, esquece. Foco aqui", disse.

Mandetta afirmou, ainda, que desde que assumiu o cargo formou uma equipe de trabalho técnica. "Tudo que foi feito durante esse episódio corona ele é um trabalho do qual eu sou apenas o porta-voz. É fruto do SUS, do Ministério da Saúde, da melhor equipe técnica com a qual eu poderia sonhar", disse Mandetta.

"É muito difícil nesse sistema onde a gente não sabe ao certo como vai ser o próximo dia, a próxima semana. A gente não sabe se o comportamento da doença vai ser como nos outros países", frisou Mandetta sobre a pandemia do novo coronavírus.

Mandetta defendeu a atuação do ministério, disse que houve ainda quarentena ou lockdown no País, mas que com as medidas restritivas impostas até agora foi possível "ter um número de casos relativamente controlados". "Por enquanto temos uma saída primitiva para a doença, que é o isolamento."

Cotidiano