PUBLICIDADE
Topo

Em compromisso fora da agenda, Bolsonaro vai a hospital das Forças Armadas

8.abr.2020 -  O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão - Carolina Antunes/Presidência da República
8.abr.2020 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão Imagem: Carolina Antunes/Presidência da República

Fabrício de Castro

Brasília

10/04/2020 09h56Atualizada em 10/04/2020 14h40

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), entrou na manhã de hoje no Hospital das Forças Armadas (HFA) em Brasília.

Ele deixou o Palácio da Alvorada pouco depois das 9 horas. Na saída, a comitiva do presidente evitou passar pela portaria principal, onde tradicionalmente os jornalistas e apoiadores permanecem à espera de Bolsonaro.

Ainda não há informações oficiais sobre o motivo da visita ao HFA. Na agenda oficial do presidente não constava esse compromisso. Depois da visita, ele circulou pelo centro de Brasília e entrou em uma farmácia, sendo cercado por populares. Ele cumprimentou apoiadores e tocou nas mãos de alguns deles, ação não recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) devido à pandemia do novo coronavírus.

Ontem, o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) publicou que Bolsonaro e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), ensaiam uma reaproximação, e devem visitar juntos um hospital de campanha montado em Águas Lindas (GO), região conhecida como entorno do Distrito Federal. A visita foi confirmada por Bolsonaro hoje e acontecerá neste sábado (11).

Aliado de Bolsonaro desde a campanha presidencial, Caiado, que é médico, rompeu com o presidente no fim do mês passado e anunciou que não seguiria as recomendações do mandatário sobre o afrouxamento das regras de saúde pública durante a crise do novo coronavírus.

O presidente defende flexibilizações das orientações de isolamento, enquanto Caiado foi um dos governadores que decretou o fechamento do comércio e escolas como forma de combate à doença.

Governo Bolsonaro