PUBLICIDADE
Topo

Coronavírus: com 10 mil casos, Campinas proíbe vender bebida em conveniência

De acordo com o prefeito Jonas Donizette (PSB), a medida visa a evitar aglomerações e a disseminação do coronavírus - iStock
De acordo com o prefeito Jonas Donizette (PSB), a medida visa a evitar aglomerações e a disseminação do coronavírus Imagem: iStock

José Maria Tomazela

Do Estadão Conteúdo

07/07/2020 16h51

Um decreto municipal proibiu, a partir de hoje, a venda de bebidas alcoólicas em lojas de conveniência de postos de combustíveis, em Campinas, no interior de São Paulo.

De acordo com o prefeito Jonas Donizette (PSB), a medida visa a evitar aglomerações e a disseminação do novo coronavírus. Hoje, a cidade passou a marca de dez mil casos positivos de infecção pelo vírus - já são 10.474, dos quais 524 confirmados nas últimas 24 horas. No mesmo período, morreram 11 pessoas, elevando o número de óbitos para 384.

Campinas está na fase 1 (vermelha) do Plano São Paulo de reabertura econômica, mas as conveniências de postos estavam enquadradas em serviços essenciais. O prefeito decidiu pela medida após receber relatório da Guarda Civil Municipal com 456 ocorrências no último fim de semana relacionadas a "pancadões", aglomerações e perturbação do sossego. Muitas foram registradas em postos.

"Os postos de gasolina com conveniência se tornaram pontos de encontro. A loja pode vender, mas a pessoa não pode beber no local. No entanto, compram a bebida e bebem ali mesmo, causando aglomeração", disse Donizette.

A medida vale por 30 dias, podendo ser prorrogada. Em caso de descumprimento, a conveniência pagará multa de R$ 1,4 mil, dobrada se houver reincidência. Persistindo, pode ter o alvará cassado. Eventual autuação não será extensiva ao posto de combustível.

Campinas possui cerca de 250 postos com conveniência. Com 448 pessoas internadas devido ao vírus, a cidade mantinha índice de 90% de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva exclusivos para a doença nesta terça.

Multas para quem organizar festas

Em Bauru, também no interior paulista, os vereadores aprovaram na segunda-feira, 6, multa de R$ 15 mil para quem organizar festas e eventos que gerem aglomerações durante a pandemia. Os frequentadores também serão multados em R$ 500.

O projeto considera como aglomeração a reunião de dez ou mais pessoas com fins recreativos, em locais públicos ou privados. O texto foi encaminhado para sanção do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSDB).

Em sentido oposto, na mesma sessão, a Câmara derrubou veto do prefeito a projeto de lei que institui o plano estratégico de reabertura do comércio. O projeto de iniciativa dos vereadores prevê a retomada das atividades econômicas sem levar em conta as regras do Plano São Paulo, do governo estadual.

Gazzetta vetou o projeto por entender que a proposta contraria inclusive outros decretos municipais. Representantes do Sindicato do Comércio e da Associação Comercial acompanharam a votação, transmitida em um telão para comerciantes e funcionários que tomavam a frente do prédio. Na fase vermelha (1) do plano estadual, Bauru tem 1.985 casos e 35 mortes pela covid-19.

Coronavírus