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Para governo, vermífugo pode reduzir carga viral da covid na fase inicial

19/10/2020 20h24

Brasília - O governo federal fez uma apresentação na noite desta segunda-feira, 19, no Palácio do Planalto dizendo ter comprovação científica sobre o uso do medicamento nitazoxanida para reduzir a carga viral em pacientes na fase precoce da covid-19. O estudo completo, no entanto, não foi apresentado e ainda não há qualquer publicação mais completa sobre a investigação.

O estudo foi liderado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. "Temos um medicamento que é, comprovado cientificamente, capaz de reduzir a carga viral", disse o ministro.

A coordenadora do estudo, Patrícia Rocco, professora titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, disse que o estudo ainda será publicado em uma revista científica. "Infelizmente, nesse momento não poderei relatar mais detalhe sobre o estudo já que ele foi submetido à uma revista internacional e isso faria com que perdêssemos o ineditismo, limitando a publicação. Entretanto, no Brasil continuam morrendo em torno de 500 indivíduos por dia", disse.

Rocco afirmou que a pesquisa foi submetida à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) e também aos conselhos de ética de cada unidade hospitalar onde o estudo foi feito.

Segundo Rocco, foram 1.575 voluntários. Foram admitidos os que tinham até três dias de sintomas da covid-19. Parte dos pacientes recebeu doses de 500 miligramas do medicamento, três vezes ao dia, por cinco dias. Outro grupo recebeu placebos - um "falso remédio" sem qualquer efeito.

Segundo o governo, o estudo foi conduzido em centros de saúde de sete cidades, São Caetano (SP), Barueri (SP), Sorocaba (SP), Bauru (SP), Guarulhos (SP), Brasília (DF) e Juiz de Fora (MG).

O ministro disse que o medicamento não pode ser usado de forma profilática, ou seja, para prevenir a doença. "Estamos anunciando algo que vai começar a mudar a história da pandemia", disse.

Pontes afirmou ainda que ele mesmo foi voluntário nos testes. O ministro divulgou ter contraído a covid-19 no final de julho.

Camila Turtelli

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