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Filho de ministro do STJ ganha apoio e deve ser indicado pela Câmara ao CNJ

O ministro do STJ Napoleão Nunes Maia - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
O ministro do STJ Napoleão Nunes Maia Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Breno Pires e Camila Turtelli

Do Estadão Conteúdo, Brasília

26/10/2020 20h12Atualizada em 27/10/2020 08h27

O advogado Mário Henrique Aguiar Goulart Ribeiro Nunes Maia, filho do ministro Napoleão Nunes Maia, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), deve contar com o apoio de boa parte dos partidos para ocupar, no próximo biênio, a vaga da Casa no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A votação de um nome para a função está marcada para a sessão de amanhã. As legendas deverão votar a partir de nomes apresentados pelas bancadas até as 19h de hoje. Mário Maia é indicado como favorito para o cargo e deve ter o apoio do PT e até partidos como DEM e Republicanos, como apurou o Broadcast Político.

Além do filho do ministro, o nome da advogada e professora da Universidade Federal de Brasília (UnB), Janaína Penalva, também está no páreo. Ela será indicada pela bancada do PSOL.

"A Janaína nos procurou a partir dessa construção coletiva, fazendo reflexões sobre o papel do sistema de justiça, o corporativismo do CNJ e a ausência de participação da sociedade civil", afirmou a líder do PSOL na Câmara, Sâmia Bomfim.

Mário Maia é advogado, mas, no site da OAB, não aparece como filiado a nenhum escritório. Ele não consta como advogado em nenhum processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2017, Maia foi barrado no Tribunal Superior Eleitoral, quando tentou entrar no plenário, no meio do julgamento que discutia possível cassação da chapa Dilma Temer. Seguranças apontaram que ele estava vestindo traje informal e não poderia entrar. Mário Maia disse que desejava falar com o pai.

Em seu perfil na plataforma Lattes, em que pesquisadores, juristas e acadêmicos em geral costumam listar seus currículos, consta a informação de que Mário Maia fez a graduação em Direito, na Faculdade Farias Brito, em um prazo de apenas três anos, período abaixo do que os habituais cinco anos nos cursos de Direito no país. Também consta a informação de que trabalhou como advogado no escritório Pacheco e Vasconcelos.

A reportagem tentou falar com Mário Maia, mas ele não foi localizado. A Câmara dos Deputados não informou à reportagem o currículo atualizado do advogado, sob alegação de que essas informações só serão disponibilizadas a partir das 19h.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informou o terceiro parágrafo, UnB é sigla de Universidade de Brasília, e não Universidade Federal de Brasília. A informação foi corrigida.

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