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Com aumento de internações, Prefeitura de São Paulo abre 200 novos leitos de covid-19

Arquivo - Uma das principais hipóteses da gestão Bruno Covas (foto) para justificar o aumento é o abandono por parte da população das medidas de distanciamento social e de uso de máscaras - ROBERTO CASIMIRO/ESTADÃO CONTEÚDO
Arquivo - Uma das principais hipóteses da gestão Bruno Covas (foto) para justificar o aumento é o abandono por parte da população das medidas de distanciamento social e de uso de máscaras Imagem: ROBERTO CASIMIRO/ESTADÃO CONTEÚDO

Priscila Mengue

Em São Paulo

19/11/2020 13h29

Com elevação nas internações, a Prefeitura de São Paulo decidiu abrir 200 novos leitos para casos suspeitos e confirmados de covid-19 na rede pública municipal. Uma das principais hipóteses da gestão Bruno Covas (PSDB) para justificar o aumento é o abandono por parte da população das medidas de distanciamento social e de uso de máscaras, especialmente entre as classes média e alta e os jovens.

Há pouco mais de um mês, a capital paulista também fez uma série de novas flexibilizações da quarentena ao ingressar na fase verde do Plano São Paulo, de reabertura econômica.

Em coletiva de imprensa hoje, o prefeito destacou que os números de casos e óbitos seguem estáveis na cidade, com o crescimento sendo observado exclusivamente na taxa de ocupação de leitos. Ele também atribuiu o aumento à redução na oferta de leitos exclusivos para pacientes do novo coronavírus na capital - que caiu de 31 para 19 a cada 100 mil habitantes -, motivada pela retomada de procedimentos não eletivos.

Outro ponto destacado pela gestão municipal é a maior demanda de pacientes vindos de fora do município (eram 13% das internações por covid-19 em março, agora 20%). Nos últimos dias, o número de internados na rede municipal por covid-19 ultrapassou a marca de 900 pela primeira vez desde meados de outubro. O aumento se tornou mais perceptível há cerca de uma semana.

Às 11 horas de hoje, a ocupação era de 45% da UTI e de 61% em enfermaria em leitos de covid-19 na rede pública. Na rede privada, a ocupação na UTI era de 76%, segundo o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

A ampliação de 200 leitos abrange os hospitais municipais da Brasilândia, na zona norte, de Parelheiros, no extremo sul, e Irmã Dulce (Bela Vista), na região central. Segundo Aparecido, não há a possibilidade de a Prefeitura reabrir hospitais de campanha.

Na segunda-feira (16), o governo do estado admitiu pela primeira vez um aumento na média móvel de internações, com elevação de 18% em relação à semana epidemiológica anterior. Por esse motivo, decidiu adiar em duas semanas o anúncio de novas flexibilizações nos municípios paulistas. O aumento já havia sido reportado por hospitais privados dias antes.

Covas reiterou que não há possibilidade neste momento de recuo nas medidas de flexibilização da quarentena na cidade, que permite o funcionamento de escolas, shoppings, bares, museus e outros espaços, sempre com ocupação restrita. "Não há nenhum número que indique qualquer necessidade de 'lockdown'", declarou. Porém, também disse que "não é o momento de ampliar a flexibilização."

Para o prefeito, agora é o momento da população manter (ou retomar) a adesão aos protocolos de prevenção ao contágio do novo coronavírus. "A pandemia continua a existir, e a ser um desafio a ser enfrentado."

Além disso, de acordo com Aparecido, não há a previsão de nova paralisação na realização de exames, consultas e procedimentos eletivos, como ocorreu na fase mais intensa da pandemia na cidade. Segundo dados do município de ontem, São Paulo totaliza 387.228 casos confirmados da doença, dos quais 14.066 resultaram em óbito.

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