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Carrefour anuncia que fechará suas lojas até as 14h em respeito a João Alberto

19 nov. 2020 - Homem protesta em frente ao supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre (RS), onde um homem negro foi espancado e morto por dois homens brancos - Gustavo Aguirre/TheNews2/Estadão Conteúdo
19 nov. 2020 - Homem protesta em frente ao supermercado da rede Carrefour, em Porto Alegre (RS), onde um homem negro foi espancado e morto por dois homens brancos Imagem: Gustavo Aguirre/TheNews2/Estadão Conteúdo

Fabiana Holtz

Do Estadão Conteúdo

25/11/2020 21h08

O Carrefour Brasil anunciou hoje a criação do Comitê Externo de Livre Expressão sobre Diversidade e Inclusão para assessorar a empresa em ações de conscientização e combate ao racismo. Segundo comunicado da empresa, em sinal de respeito à morte de João Alberto Silveira Freitas, amanhã (dia 26) todas as lojas do grupo deverão estar fechadas até as 14h, sendo reabertas com um minuto de silêncio.

Em outra ação anunciada hoje, o resultado das vendas realizadas entre 26 e 27 de novembro será revertido para ações orientadas pelo Comitê. Na ocasião, todos os colaboradores passarão por mais uma ação em reforço à conscientização no combate à discriminação racial. Os recursos arrecadados, acrescenta a empresa, serão somados aos R$ 25 milhões já anunciados e ao resultado de vendas ocorridas em 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra.

Em carta divulgada pelo Comitê, a empresa assume o compromisso de "adotar uma política de tolerância zero ao racismo e à discriminação por razões de raça e etnia, origem, condição social, identidade de gênero, orientação sexual, idade, deficiência e religião". Somado a isso, o grupo disse que irá inserir em todos os seus contratos com fornecedores uma cláusula de combate ao racismo que, caso seja descumprida implicará em seu rompimento.

Entre outras ações, o Carrefour se comprometeu ainda com a contratação de cerca de 20 mil novos colaboradores por ano, com mínimo de 50% de negros entre os novos contratados. Também será implementado um dispositivo digital para denúncias domésticas, raciais e de violência contra a mulher no site e aplicativos do Carrefour, além da criação de uma Aceleradora voltada ao desenvolvimento do empreendedorismo negro nas comunidades no entorno das lojas de Porto Alegre.

"O Carrefour pretende retornar em 15 dias com um detalhado plano de orientação e embasamento das ações", acrescenta o comitê, que será composto por Rachel Maia, Adriana Barbosa, Celso Athayde, Silvio Almeida, Anna Karla da Silva Pereira, Mariana Ferreira dos Santos, Maurício Pestana, Renato Meirelles e Ricardo Sales.

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