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FHC defende ação do Judiciário e prega ‘personalização’ do centro para 2022

Sobre a perspectiva de uma polarização entre Bolsonaro e Lula em 2022, FHC avaliou que o centro precisa encontrar um nome que represente esse campo - JF Diorio/Estadão
Sobre a perspectiva de uma polarização entre Bolsonaro e Lula em 2022, FHC avaliou que o centro precisa encontrar um nome que represente esse campo Imagem: JF Diorio/Estadão

Pedro Venceslau, Bruno Ribeiro e Paulo Roberto Netto

13/04/2021 08h01

Sem citar nominalmente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu ontem a ação do Judiciário no Brasil e disse que, quando o presidente da República se isola, os outros Poderes começam a "avançar mais". O tucano foi entrevistado no painel 'Democracia não é só eleição', no segundo dia do Brazil Conference at Harvard & MIT, evento realizado pela comunidade brasileira de estudantes em Boston (EUA) em parceria com o Estadão.

"É importante se manter o respeito mútuo entre os poderes. Quem tem que dar o exemplo é o Executivo. Quando o presidente se isola, os outros poderes começam a avançar mais. Não acho que haja uma intervenção do Judiciário para impor limites à ação presidencial. O Judiciário tem se comportado corretamente", disse FHC.

Sobre a perspectiva de uma polarização entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial de 2022, FHC avaliou que o centro precisa encontrar um nome que represente esse campo. "O fato de haver uma situação de polarização não deve assustar os que estão no centro. É preciso que haja personalização. Política não é só ideia. Tem que ter alguém que simbolize um sentimento", afirmou.

Em discurso gravado para o evento, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Luiz Fux, declarou que a democracia não comporta "concordância forjada e aplausos imerecidos". Ele disse que as instituições devem atuar de forma independente, mas de forma harmônica.

Sem mencionar Bolsonaro, Fux criticou o que chamou de "polarizações exacerbadas" e defendeu a atuação da Corte.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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