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1 mês

Barra Torres confirmou assessoria 'paralela' e contestou Bolsonaro, diz Renan

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid - Adriano Machado/Reuters
O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid Imagem: Adriano Machado/Reuters

Matheus de Souza e Amanda Pupo

Do Estadão Conteúdo, em Brasília

12/05/2021 10h26Atualizada em 12/05/2021 11h05

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, avaliou positivamente o depoimento do presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, no Senado.

Segundo ele, a participação de Torres "rebaixou ainda mais o depoimento do Queiroga (atual ministro da Saúde)" confirmando uma "consultoria paralela" do presidente para tratar questões referentes ao combate à pandemia da covid-19 no País, além de contestar todas as "declarações estapafúrdias" de Bolsonaro durante a crise sanitária.

Calheiros afirmou ainda ter a esperança de que a participação de Torres tenha "criado um parâmetro para os depoimentos" das próximas autoridades do governo a serem ouvidas pelo colegiado.

De acordo com o relator, que falou no Senado pouco antes do início dos trabalhos da comissão, nesta quarta-feira, a CPI "está andando muito bem", e respondeu a críticas ao colegiado feitas pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), que teria afirmado que se os trabalhos da CPI continuarem no caminho que está seguindo, ela "perderá a credibilidade".

Para Calheiros, caso esse tipo de declaração continue a ser feita, "quem já perdeu a credibilidade, sim, infelizmente, foi o senador Ciro, que é um amigo muito querido de todos nós" concluiu.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.