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2 meses

Bolsonaro sugere que Barroso persuadiu parlamentares a se oporem ao voto impresso

12.jul.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante entrevista coletiva em Brasília (DF) - Adriano Machado/Reuters
12.jul.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante entrevista coletiva em Brasília (DF) Imagem: Adriano Machado/Reuters

Gustavo Côrtes e Matheus de Souza

Do Estadão Conteúdo, em Brasília e São Paulo

23/07/2021 12h58Atualizada em 23/07/2021 13h51

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) admitiu hoje que o governo não tem apoio no Congresso para aprovar proposta de emenda à Constituição do voto impresso, de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), na Comissão de Constituição e Justiça. Mesmo assim, afirmou que já conta com os R$ 2 bilhões necessários para financiar a alteração no sistema eleitoral na previsão orçamentária de 2022.

Bolsonaro reiterou críticas ao presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que teria persuadido parlamentares a se opor ao projeto.

"Essa bandeira sempre foi defendida por 90% dos parlamentares. Por que, de uma hora para outra, alguns parlamentares mudaram de opinião? Depois de receber a visita do presidente do TSE e também integrante do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. De modo que se colocar em votação hoje, não passa", disse em entrevista à Rádio Grande FM 92,1, de Dourados (MS).

O presidente novamente questionou validade de resultados de pesquisas que indicam queda da aprovação do governo e crescimento das intenções de voto de Luiz Inácio Lula da Silva, principal antagonista de Bolsonaro no horizonte eleitoral de 2022. Aproveitou para defender o voto impresso, que, em sua visão, deveria ser apoiado pela esquerda.

"Se, segundo o Datafolha, o Lula tem 49% das intenções de voto no primeiro turno, eu acho que eles deveriam aprovar o voto impresso, auditável e seguro, que é a garantia de que o Lula vai ganhar", completou o mandatário.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.