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Conselho da Polícia Civil recomenda demissão de delegado Da Cunha, sob suspeita de forjar operações

Carlos Alberto da Cunha é delegado da Polícia Civil de São Paulo - Arquivo Pessoal
Carlos Alberto da Cunha é delegado da Polícia Civil de São Paulo Imagem: Arquivo Pessoal

Do Estadão Conteúdo

03/06/2022 19h22Atualizada em 03/06/2022 20h20

O Conselho da Polícia Civil de São Paulo aprovou a demissão do delegado Carlos Alberto da Cunha, sob suspeita de simular operações, entre elas a prisão de um suposto líder do PCC. O caso foi encaminhado à Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e caberá ao governador Rodrigo Garcia dar a palavra final sobre a exoneração de Da Cunha.

O Conselho é formado pelos cardeais da corporação, todos delegados chefes de Departamentos, e presidido pelo delegado-geral de Polícia.

Com 3,7 milhões de inscritos no Youtube, Da Cunha se apresenta nas redes sociais como pré-candidato a deputado federal. Ele foi afastado da Polícia Civil em julho de 2021 e em seguida pediu licença da corporação.

Entre os casos que motivaram a decisão do Conselho da Polícia Civil de São Paulo está a indicação de que o delegado teria forjado a prisão de 'Jagunço do Savoy', a quem atribuiu nas redes o papel de 'líder do PCC'. O preso na verdade seria outra pessoa, como mostrou reportagem da Folha de S.Paulo.

Em setembro de 2021, o delegado confessou que encenou o vídeo de flagrante se sequestro na comunidade Nhocuné, na capital paulista.

"Existe uma prova chamada reprodução simulada dos fatos. E essa prova é produzida pelo delegado de Polícia. Então, assim, foi uma decisão minha no momento. A cana foi dada e eu quis novamente registrar a cana. Isso acontece muito em inquéritos de homicídios e uma série de inquéritos. Então, o que eu queria, nós queríamos era que a população entendesse o que é um tribunal do crime", afirmou na ocasião.

A reportagem busca contato com o delegado. O espaço está aberto para manifestações.

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